Polo ceramista enfrenta crise econômica


04/07/2015 Suledil Bernardino capaA r t i g o Suledil Bernardino_________ (*)Secretário de Controle Orçamentário e Auditoria Que a economia está em crise toda população brasileira já tomou conhecimento. O que muitas pessoas não sabem é que, em Campos, o setor ceramista exerce uma função econômica substitutiva ao declínio do setor sucroalcooleiro das últimas décadas, pois passou a gerar muitos empregos que, antes eram ocupados no corte de cana, e renda para a população da tradicional Baixada Campista. São mais de 100 cerâmicas que empregam mais de quatro mil trabalhadores e que vêm passando por uma crise devido à recessão que começa a ser enfrentada com o declínio da construção civil. Mais de mil trabalhadores já foram demitidos das nossas cerâmicas. As  vendas continuam caindo e, hoje, a produção está menor em torno de 30% e o que é mais grave: devido à maior oferta que a procura dos tijolos que são produzidos pelas nossas olarias, o preço do mileiro caiu mais de 20%, diminuindo substancialmente a margem de lucro neste setor. O efeito desta crise reflete, diretamente, no comércio varejista da nossa cidade provocando redução das vendas e contribuindo para desaceleração do consumo.  É importante que o governo federal volte a investir mais intensamente no programa habitacional Minha Casa, Minha Vida, como forma de provocar o crescimento da produção do setor ceramista da nossa cidade. A Prefeitura de Campos, apesar da crise, diminuiu o ritmo de algumas obras mas não parou as obras no setor de educação, com construção de novas creches e escolas modelo, onde absorve parte da produção de nossas olarias. Com isso, valoriza um setor que é tradicional no município, contribuindo para manter postos de trabalho.  



fique bem informado