10/08/2015 às 11h30 - Foto: Sup. de Comunicação

Graças às políticas públicas para o saneamento básico que vêm sendo implementadas desde 2009 pela Prefeitura de Campos, através dos programas Morar Feliz e o Bairro Legal, houve uma queda de 15% na incidência de algumas doenças comuns em locais insalubres, ou seja, sem saneamento. Os números foram divulgados pelo presidente da Fundação Municipal de Saúde (FMS), Geraldo Venâncio. Do Morar Feliz, são 22 conjuntos habitacionais beneficiando mais de 26 mil pessoas e o Bairro Legal já atendeu cerca de 20 bairros com total infraestrutura. Ao todo, foram implantados mais de 130 quilômetros de redes coletoras de esgoto no município, principalmente, nos Bairros Legais. Os investimentos colocaram Campos entre os municípios com melhor saneamento do país. Além disso, o município também oferece, gratuitamente, vacinas contra a Hepatite A
- Investimentos como estes são muito importantes para reduzir o índice de doenças comuns em ambientes sem tratamento de água e esgoto. Os números mostram que milhares de pessoas deixaram essa condição e passaram a viver em locais com água tratada, sistema de coleta de esgoto e ruas calçadas. Isso significa que, além de cidadania, eles ganharam mais saúde – informa Venâncio.
Além da melhoria das condições sanitárias, por meio de programas sociais, a prefeitura também implantou uma política de prevenção, com a implantação plena do Programa Municipal de Imunização e a implantação de novas vacinas especiais; além de melhoria nas estratégias em massa de Educação em Saúde; e da qualidade na assistência médica na cidade, com os investimentos que vêm sendo feitos.
O município está em ritmo crescente de desenvolvimento econômico, social e humano. Isso se deve, segundo o diretor de Vigilância em Saúde, Charbell Kury, a fundamentais investimentos, que refletem em saúde pública, como os Programas Morar Feliz, Cheque Cidadão, Bairro Legal, vacinas contra Hepatite A, catapora, HPV e Prevenar, além de melhoria da capacidade instalada dos serviços de saúde à população.
- Antes da implantação das políticas de saneamento básico pela Prefeitura de Campos, havia uma carga elevada de algumas doenças sensíveis ao saneamento básico. Neste sentido, algumas doenças são epidemiologicamente ligadas ao saneamento, a educação em saúde, a riscos profissionais entre outros. Temos na hepatite A e leptospirose doenças fortemente ligadas ao saneamento e disseminadas em coleções de águas contaminadas e enchentes. Antes das ações de governo, chegamos a contar 19 casos de leptospirose, em janeiro de 2009, período de enchentes, em que tínhamos mais de 20.000 desabrigados. Hoje, mantemos a média de 6 a 7 casos, sendo a maioria por risco profissional, ou seja, trabalhadores expostos em áreas de risco de contrair a bactéria.
– informa Charbell Kury.
Hepatite A - Antes de 2009, o município convivia com diversos surtos e epidemias, chegando a 156 casos em um ano. “Trata-se da principal causa de transplante hepático no Brasil. Depois do saneamento básico e das políticas preventivas de implantação da vacina de hepatite A, esta realidade mudou drasticamente. Estudos mostram que a circulação do vírus da hepatite A, em Campos, caiu mais 80%, levando a média de 0 a 1 caso por ano.