
Um policial militar morreu ao impedir um assalto na tarde desta sexta-feira, no Centro de Itaguaí, na Região Metropolitana do Rio. Sandro Ribeiro Lopes era lotado no 1ª Cia do 23º BPM (Leblon). De acordo com a Polícia Militar, o policial trocou tiros com o criminoso, que também morreu no local, na Rua Pastor Manoel Matias. Ele é o 113º policial militar morto no Rio de Janeiro neste ano e o quinto nesta semana.
Segundo testemunhas, o policial militar teria perseguido o suspeito de assalto a uma jovem que passava pela rua. O criminoso estava de bicicleta. Lopes, que estava de carro, teria saído do veículo e feito o primeiro disparo, sendo alvejado em seguida pelo criminoso já caído no chão, ainda de acordo com os relatos.
Uma equipe da PM teria ouvido disparos vindos da rua e seguiu em direção ao local, onde teria encontrado o carro de Lopes ligado com a porta aberta e, metros à frente, o corpo do policial militar. No banco de trás do veículo estava a farda do PM. No local, duas armas foram encontradas. O suspeito foi identificado como Wanderlei Augusto Júnior.
A Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense foi acionada para perícia no local. De acordo com o delegado responsável pela investigação, Luis Otávio Franco, o caso foi comunicado mais de uma hora depois do ocorrido.
— Estamos indo para o local. Nos comunicaram bem depois do fato, que aconteceu por voltas das 17h50 — disse.
Uma pessoa próxima ao policial lamentou a morte dele, e disse que o cabo era "muito querido".
— Ser PM era o sonho dele. O Sandro era muito querido por todos na cidade. Ele gostava da polícia — disse.
Nas redes sociais, amigos também lamentaram a morte de Sandro Lopes.
"Escrever milhões de palavras não vai dizer o homem que tu foi irmão, mas sei que se Deus permitiu que você se fosse e que você cumpriu sua meta aqui na terra. Mas saiba que você vai sempre ser lembrado irmão. Saiba que vou sempre levar você como um exemplo de vida. Te amo", escreveu um amigo.
Um morador da região reclamou da falta de segurança em Itaguaí: "A cidade está abandonada pelo poder público. Todos os dias temos tiroteio e ninguém faz nada".
"A Polícia Militar está de luto", diz comandante-geral da PM
A morte do 113º policial militar acontece no mesmo dia em que o corpo do comandante do 3º BPM (Méier), Luiz Gustavo Teixeira, foi enterrado. Ao chegar ao Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, o comandante-geral da Polícia Militar, Wolney Dias, já havia dito que a PM estava "de luto" e que "não é normal" perder tantos policiais.
— A Polícia Militar está extremamente triste. Perdemos um companheiro. Acabamos de enterrá-lo hoje e, amanhã, enterraremos mais um. A Polícia Militar está de luto.Mas, mesmo assim, continuará trabalhando, operando e empreenderemos ações. Daremos as devidas respostas. Não é normal. Não me digam que isso é normal. Perder 112 policiais militares. São 112 companheiros, 112 famílias que derramaram seu suor, suas lágrimas e seu sangue no solo desse Estado em prol da defesa da sociedade.
Fonte: Extra