A Polícia Civil fez, nesta terça-feira (20), uma operação contra uma quadrilha especializada na produção e venda de suplementos falsificados.
Foram cumpridos mandados de busca e apreensão em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, Parada de Lucas, na Zona Norte do Rio, Cabo Frio e São Pedro D'Aldeia, na Região dos Lagos. (Leia mais abaixo)
As investigações começaram após a denúncia de uma plataforma de venda de produtos on-line, que relatou que estava recebendo reclamações de consumidores sobre a venda de suplementos falsificados por alguns anunciantes.
A operação foi realizada por agentes da Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM), com apoio de Delegacias Especializadas do Departamento Geral de Polícia Especializada (DGPE).
"Eram produtos falsificados que não tinham efeito nenhum e até poderiam causar um dano para as pessoas. A investigação teve início a partir da denúncia dos próprios consumidores, que perceberam que os produtos não eram verdadeiros", disse o delegado Pedro Brasil.
Segundo as investigações, eram comercializados por essa organização criminosa, suplementos contrafeitos de marcas famosas como: ômega 3, Q10, bem como outros que prometiam curar cegueira, catarata e surdez.
Os integrantes da quadrilha ostentavam em suas redes sociais diversos carros de luxo e uma vida de alto padrão. Os lucros com a comercialização de suplementos falsificados eram tão altos que a quadrilha estava abrindo uma farmácia própria em Duque de Caxias. O local foi alvo da operação. (Leia mais abaixo)
Na ação foram apreendidos maquinários, embalagens, rótulos e outros insumos para produção dos suplementos falsos. Também foram apreendidos celulares, computadores e veículos.
Os investigados responderão pelo crime de associação criminosa, bem como por crimes contra a saúde pública e o consumidor.
A utilização desses suplementos falsificados pode causar danos irreversíveis à saúde, uma vez que são produzidos sem seguir normas sanitária. Não se sabe que tipo de produto está sendo colocado nas cápsulas.
Os suspeitos foram conduzidos à DRCPIM, onde prestarão esclarecimentos. O material apreendido será encaminhado à perícia e, posteriormente, será destruído.
Fonte: G1 (Leia mais abaixo)