Polícia Civil prende mulher que simulava ser vítima de ameaças e fez diversos registros de ocorrências falsas na delegacia

Ela foi capturada em Nilópolis, na Baixada Fluminense


  • 12/06/2026, 14h11, Foto: Divulgação.

Campos 24 Horas – Policiais civis da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) prenderam, nesta quinta-feira (11/06), uma mulher que utilizava aplicativos de mensagens falsas para simular ser vítima de crimes de ameaça e perseguição. Ela foi capturada em Nilópolis, na Baixada Fluminense.

De acordo com as investigações, a mulher simulava ser vítima de ameaças via mensagens de texto e já havia registrado diversas ocorrências falsas na delegacia. Conforme apurado, ela utilizava linhas telefônicas cadastradas em nome de terceiros, simulava ameaças, perseguições e outras condutas criminosas direcionadas a si mesma e, posteriormente, comparecia a unidades policiais para registrar ocorrências e imputar falsamente os fatos às pessoas escolhidas como alvo. (Leia mais abaixo)

As apurações apontaram que a autora utilizava como principal estratégia o cadastramento de diversos chips de uma operadora específica em nome de terceiros, fazendo-se passar pelas vítimas. As diligências demonstraram a existência de diversas vítimas e um padrão reiterado de atuação ao longo dos últimos anos.

A mulher aparece como autora de um conjunto de procedimentos instaurados pela DRCI e, inclusive, já foi denunciada pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro por fatos relacionados ao caso. Além disso, foram identificados mais de 20 registros de ocorrência em outras unidades policiais nos quais a criminosa figura, falsamente, na condição de vítima.

Uma das vítimas da criminosa foi o advogado do seu ex-companheiro. A mulher registrou diversas ocorrências contra ele e chegou a requerer medidas protetivas, atribuindo-lhe, falsamente, diversos crimes.

Após intenso trabalho de investigação e monitoramento da unidade, agentes identificaram o esquema criminoso e localizaram a mulher em um esconderijo. Em uma ação estratégica, ela foi localizada e, contra ela, foi cumprido um mandado de prisão preventiva por perseguição, falsa identidade, fraude processual e denunciação caluniosa.



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