Polícia Civil mira esquema interestadual que lavou mais de R$ 116 milhões para o Comando Vermelho

Até o momento, dois criminosos foram presos, além das apreensões de armas, celulares e equipamentos eletrônicos


  • 02/06/2026, 10h18, Foto: Divulgação.

Campos 24 Horas – Policiais civis da 96ª DP (Miguel Pereira) deflagraram, nesta terça-feira (02/06), A Operação Riqueza Sombria contra um grupo criminoso especializado na lavagem de dinheiro proveniente do tráfico de drogas da facção Comando Vermelho. As apurações revelaram movimentações superiores a R$ 116 milhões e apontaram ramificações da organização criminosa no Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Minas Gerais. Os agentes buscam cumprir mandados de busca e apreensão contra os investigados. Até o momento, dois criminosos foram presos, além das apreensões de armas, celulares e equipamentos eletrônicos.

As diligências ocorrem simultaneamente nos estados do Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Minas Gerais. No Rio, os mandados são cumpridos nos municípios de Cabo Frio e no bairro do Jacaré, na Zona Norte do Rio. As equipes atuam ainda em Campo Grande, Dourados e Sete Quedas, no Mato Grosso do Sul; Ribeirão Preto e Orlândia, em São Paulo; e Formiga, em Minas Gerais. A ação conta com apoio da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) e das Polícias Civis de São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul, além do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) carioca e sul-mato-grossense. (Leia mais abaixo)

A investigação teve início a partir das informações coletadas em uma operação realizada em julho de 2020 na Comunidade do Tatão, em Anchieta, Zona Norte do Rio. Na ocasião, os policiais apreenderam drogas, rádios comunicadores, um simulacro de arma de fogo e diversos comprovantes bancários.

A análise dos comprovantes revelou um padrão de depósitos realizados em agências bancárias próximas a áreas dominadas pela facção criminosa Comando Vermelho, especialmente na região do Complexo do Chapadão. As movimentações ocorriam de forma fracionada, técnica conhecida como "smurfing", utilizada para dificultar a identificação pelos sistemas de controle financeiro.



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