A atual gestão da Secretaria de Estado de Polícia Civil do Rio de Janeiro (Sepol) implementou uma estratégia de combate às organizações criminosas com base em prisões e asfixia de fontes de rendas de grupos envolvidos com o tráfico de drogas, com a milícia e outros crimes. Em duas operações realizadas, nesta sexta-feira (18/12), os agentes desarticularam um esquema de lavagem de dinheiro de organizações criminosas, que envolve empresários de vários estados do Brasil e lavou mais de R$ 222 milhões; e prenderam 16 bandidos que atuavam no tráfico de drogas em comunidades de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, inclusive em instituições de ensino.
As informações sobre as duas ações serão apresentadas durante coletiva, nesta sexta-feira, às 11 horas, na Cidade da Polícia, no Jacarezinho. (Leia mais abaixo)
O Departamento-Geral de Polícia da Capital (DGPC) e o Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro realizaram uma operação nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Mato Grosso do Sul para cumprir 29 mandados de prisão contra empresários e outros envolvidos em um sofisticado esquema de lavagem de dinheiro de organizações criminosas que atuam em terras fluminenses. O grupo já lavou mais de R$ 222 milhões. Até o momento, sete pessoas foram presas.
Em Duque de Caxias, a Delegacia de Combate às Drogas (DCOD), com apoio de outras unidades policiais do Departamento Geral de Polícia Especializada (DGPE) e da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE), realizaram a Operação Lix para prender acusados de envolvimento com o tráfico de drogas. Até o momento, 16 criminosos foram presos e um morreu durante confronto. O trabalho de inteligência revelou que a quadrilha também vendia drogas dentro de instituições de ensino e até mesmo em creches localizadas em comunidades. O grupo também atuava no roubo de cargas e roubos em geral.