PoderData: Rejeição à vacina contra covid vai de 19% para 28% em 1 mês

Outros 60% tomariam a fórmula, ante 67% no estudo realizado um mês antes


  • 25/12/2020, 11h48, Foto: Divulgação.

Pesquisa PoderData realizada de 20 a 23 de dezembro mostra que a rejeição a uma vacina contra a covid-19 cresceu 9 pontos percentuais em cerca de um mês, indo de 19% para 28%. É esse o percentual que diz que “com certeza” não irá tomar um imunizante contra a doença.

Outros 60% tomariam a fórmula, ante 67% no estudo realizado um mês antes. Em julho, essa taxa era de 85%. (Leia mais abaixo)

A pesquisa foi realizada pelo PoderData, divisão de estudos estatísticos do Poder360. A divulgação do levantamento é feita em parceria editorial com o Grupo Bandeirantes.

Os dados foram coletados de 21 a 23 de dezembro, por meio de ligações para celulares e telefones fixos. Foram 2.500 entrevistas em 470 municípios, nas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. Saiba mais sobre a metodologia lendo este texto.

  Para chegar a 2.500 entrevistas que preencham proporcionalmente (conforme aparecem na sociedade) os grupos por sexo, idade, renda, escolaridade e localização geográfica, o PoderData faz dezenas de milhares de telefonemas. Muitas vezes, mais de 100 mil ligações até que sejam encontrados os entrevistados que representem de forma fiel o conjunto da população.

HIGHLIGHTS DEMOGRÁFICOS O estudo destacou, também, os recortes para as respostas à pergunta sobre a percepção dos brasileiros em relação à vacina. (Leia mais abaixo)

A faixa etária de 25 a 44 anos é a que mais rejeita um imunizante, sendo 34% desse grupo contra. Já entre os mais velhos, com 60 anos ou mais, que pertencem ao grupo de maior risco da doença, essa taxa cai para 19%.

Os mais instruídos, que cursaram até o ensino superior, tem uma visão mais positiva da vacina. No grupo, 78% “com certeza” tomariam a fórmula. Essa proporção cai para 59% e 52% entre os que estudaram somente até os ensinos fundamental e médio, respectivamente.

No Brasil, o STF (Supremo Tribunal Federal) autorizou que Estados e municípios adotem restrições para pessoas que se recusem a tomar uma vacina, quando disponível.

BOLSONARO X VACINA O presidente da República é crítico da obrigação do imunizante na população, também levantou dúvidas sobre as fórmulas algumas vezes. Quer que brasileiros assinem um termo de responsabilidade antes de se submeterem à vacinação, medida criticada por especialistas. (Leia mais abaixo)

Em outubro, Bolsonaro decidiu cancelar um acordo firmado pelo Ministério da Saúde para compra da CoronaVac, vacina chinesa desenvolvida em parceria da farmacêutica SinoVac com o Instituto Butantan, em São Paulo. “Não compraremos vacina da China”, escreveu em mensagem a ministros. Depois, o governo voltou atrás, e o Ministério da Saúde incluiu a fórmula no plano nacional de imunização.

A postura do chefe do Executivo parece influenciar na opinião da sua base de apoio. O PoderData cruzou os dados sobre a percepção da vacina com os de avaliação do chefe do Executivo. Quase metade (47%) dos que o consideram “ótimo” ou “bom” dizem não querer tomar um imunizante.

Vacinação nos países Pelo menos 10 nações já começaram a vacinar seu habitantes.

A vacina desenvolvida pela farmacêutica norte-americana Pfizer, em parceria com o laboratório alemão BioNTech, é a que mais teve autorizações para o uso emergencial. Já foi liberada em 19 países, além da União Europeia, para a imunização de grupos específicos. (Leia mais abaixo)

A Suíça foi o 1º e único país até agora a registrar o imunizante da farmacêutica norte-americana para o uso definitivo. A agência reguladora do país demorou 2 meses para analisar a vacina. A autorização foi divulgada em 19 de dezembro.

PODERDATA

Leia mais sobre a pesquisa PoderData:

O conteúdo do PoderData pode ser lido nas redes sociais, onde são compartilhados os infográficos e as notícias. Siga os perfis da divisão de pesquisas do Poder360 no Twitter, no Facebook, no Instagram e no LinkedIn. (Leia mais abaixo)

Informações deste post foram publicadas antes pelo Drive, com exclusividade. A newsletter é produzida para assinantes pela equipe de jornalistas do Poder360. Conheça mais o Drive aqui e saiba como receber com antecedência todas as principais informações do poder e da política.

Fonte: Poder360

 



fique bem informado