A Polícia Militar faz uma operação em Angra dos Reis, na manhã desta sexta-feira, para dar início à ocupação das comunidades que terão Unidades de Polícia Pacificadora (UPP) na cidade. PMs do Batalhão de Choque (BPChoque), Bope, Batalhão de Ações com Cães (BAC) e do Grupamento Aeromóvel (GAM) — todos do Comando de Operações Especiais (COE) — participam da ação.
As UPPs serão implantadas no Camorim Grande, Frade e no Belém. A previsão é de que os policiais do COE fiquem nas localidades por 10 dias. Em seguida, PMs do batalhão da cidade — o 33º BPM — passarão a atuar nos locais. A unidade recebeu um reforço de 120 PMs no fim do ano passado. Por enquanto, eles estão fazendo patrulhamento em bases na Rodovia Rio-Santos. (Leia mais abaixo)
As três UPPS só deverão começar a funcionar no fim de janeiro, quando as bases que estão sendo construídas pela prefeitura de Angra dos Reis já estiveram em condições de serem usadas. A implantação das UPPs em Angra foi anunciada no dia 23 do mês passado, uma semana após mais um episódio de violência na cidade. Na ocasião, sete corpos foram encontrados na caçamba de um caminhão às margens da Rodovia Rio-Santos. A 166ª DP (Angra dos Reis) investiga se os homens morreram durante uma operação do Batalhão de Operações Especiais (Bope) que ocorreu no Frade, ou se foram mortos em confronto com traficantes rivais. Duas quadrilhas disputam o domínio da venda de drogas no bairro.
A promessa é de que as novas UPPs sejam implantadas acompanhadas de uma ocupação social. Serão levados para as comunidades, numa parceria entre município e estado, serviços de saúde, de capacitação para o trabalho, de direitos humanos, esporte, educação e até de aulas de violão, entre outras iniciativas.
— Estamos anunciando o lançamento do programa das UPPs em Angra dos Reis, contemplando três bairros importantes: Camorim Grande, Frade e Belém. Vai diminuir o número de confrontos, de pessoas lesionadas por fuzis e de pessoas que utilizam fuzis de assalto. A função da PM não é fazer guerra, é de fazer prevenção e policiamento ostensivo. Vamos transferir 120 homens para o batalhão de Angra para reforçar o policiamento não só nessas comunidades, mas em todas outras que forem necessárias — disse o coronel Rogério Figueiredo, secretário de Polícia Militar, quando a implantação das unidades foi anunciada.