Um pinguim foi encontrado morto nesta segunda-feira (14), na faixa de areia da praia do Farol de São Thomé, em Campos. A imagem do animal foi registrada por uma moradora da região e compartilhada nas redes sociais.
Ainda não se sabe o que provocou a morte do animal, que costuma aparecer no litoral brasileiro durante os meses mais frios, quando algumas espécies migram em busca de alimento e temperaturas mais amenas. (Leia mais abaixo)
A presença do pinguim morto chama atenção especialmente por ocorrer poucos dias após outro visitante inusitado ter sido flagrado na mesma região: um elefante-marinho-do-sul (Mirounga leonina).
ELEFANTE MARINHO ENCONTRADO EM FAROL - A terceira onda de frio do ano, associada a uma forte massa polar, trouxe um ilustre visitante às nossas praias: um elefante-marinho-do-sul (Mirounga leonina) chegou à praia do Farolzinho, em Campos dos Goytacazes, em 6 de julho de 2025. Pelas características morfológicas e comportamentais, trata-se de um macho subadulto, com comprimento aproximado de 320cm, o que o enquadra na classificação de subadulto fase 2, ainda não reprodutivo.
Os elefantes-marinhos são visitantes ocasionais do nosso litoral, que por razões diversas se dispersam muito além de suas colônias reprodutivas na Patagônia argentina.
Quando procuram as praias, eles querem descansar e se aquecer ao sol. Podem entrar na fase de muda de pele ou simplesmente relaxar após longos dias no mar. Por isso, é fundamental não molestá-los e deixá-los tranquilos na praia.
No ano passado, as equipes do GEMM-Lagos e do IBW registraram dois elefantes-marinhos durante os meses de inverno. (Leia mais abaixo)
Em 7 de julho, as equipes do GEMM-Lagos e do IBW seguiram para o Farol de São Thomé para monitorar e avaliar as condições do animal. Foram constatadas diversas mordidas pelo corpo, causadas pelo tubarão-charuto. O animal apresenta bom escore corporal, está responsivo e reativo. A equipe veterinária do IBW, com o apoio da equipe de biólogos do GEMM-Lagos, conseguiu higienizar algumas feridas com soro e aplicar um spray antisséptico e cicatrizante. Foram coletadas amostras de secreção nasal, sangue das feridas e secreção lacrimal para análise laboratorial.
O animal permanece descansando na mesma região e segue sendo monitorado pela equipe de biólogos do GEMM-Lagos.