Tentativa de golpe: Operação da PF mira Bolsonaro e aliados

São 33 mandados de busca e apreensão, quatro de prisão preventiva e 48 medidas cautelares




08/02/2024, 08h14, Foto: Divulgação.


A Polícia Federal cumpre, na manhã desta quinta (8), 37 mandados de prisão e de busca e apreensão no âmbito das investigações dos atos de 8 de janeiro de 2023.(Leia mais abaixo)


As primeiras informações apontam que os alvos são aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), como os ex-ministros Walter Braga Netto (Casa Civil), Augusto Heleno (GSI), Anderson Torres (Justiça) e Paulo Sérgio Nogueira (Defesa), o ex-ajudante de ordens Marcelo Câmara, o ex-assessor Filipe Martins, entre outros.(Leia mais abaixo)


O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, também está na mira da PF, além do almirante Almir Garnier Santos, ex-comandante-geral da Marinha que se recusou a participar da posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Há, ainda, a informação de que o próprio ex-presidente também é alvo da operação, como a entrega do passaporte às autoridades em até 24 horas, segundo a TV Globo.(Leia mais abaixo)


Apuração aponta que Câmara e Martins estão entre os presos da operação, além dos militares da ativa coronel Romão Correa Neto e major Rafael Martins de Oliveira.(Leia mais abaixo)


A PF afirma, em nota, que a operação desta quinta (8), chamada de Tempus Veritatis, busca "apurar organização criminosa que atuou na tentativa de golpe de Estado e abolição do Estado Democrático de Direito, para obter vantagem de natureza política com a manutenção do então presidente da República [Bolsonaro] no poder".


Ao todo, são 33 mandados de busca e apreensão, quatro de prisão preventiva e 48 medidas cautelares autorizados pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e são cumpridos nos estados do Amazonas, Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Ceará, Espírito Santo, Paraná, Goiás e no Distrito Federal.(Leia mais abaixo)


Entre as medidas cautelares, estão a proibição de manter contato com os demais investigados e a proibição de saírem do país, com a entrega dos passaportes no prazo de 24 horas e suspensão do exercício de funções públicas.(Leia mais abaixo)


Informações preliminares apontam que os alvos da operação desta quinta (8) foram determinados a partir da delação do ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, Mauro Cid, preso em maio do ano passado durante a investigação da inserção de dados falsos de vacinação contra a Covid-19 no cartão de vacinação do ex-presidente.(Leia mais abaixo)


Grupo atuava em núcleos para questionar eleições

As apurações da Polícia Federal apontam que o grupo investigado se dividiu em núcleos de atuação para "disseminar a ocorrência de fraude nas Eleições Presidenciais de 2022", antes mesmo da realização do pleito, de modo a "viabilizar e legitimar uma intervenção militar, em dinâmica de milícia digital".(Leia mais abaixo)


Os núcleos, diz a PF, se dividiam em dois eixos de atuação, sendo o primeiro na "construção e propagação da versão de fraude nas eleições de 2022, por meio da disseminação falaciosa de vulnerabilidades do sistema eletrônico de votação".(Leia mais abaixo)


Este, de acordo com a PF, era um discurso reiterado pelos investigados desde 2019 e que persistiu mesmo após os resultados do segundo turno do pleito em 2022.(Leia mais abaixo)


Já o segundo eixo atuava na prática de "atos para subsidiar a abolição do Estado Democrático de Direito, através de um golpe de Estado, com apoio de militares com conhecimentos e táticas de forças especiais no ambiente politicamente sensível".


De acordo com a Polícia Federal, o Exército acompanha o cumprimento de alguns dos mandados contra militares, como Braga Netto e Heleno.


Fonte: Gazeta do Povo