PF: operação contra grupo que pede intervenção militar no STF

Um dos alvos é Renan Silva Sena, demitido do Ministério dos Direitos Humanos após divulgar vídeo com ofensas a autoridades


  • 27/11/2020, 10h04, Foto: Divulgação.

A Polícia Federal deflagrou, nesta sexta-feira (27), uma operação para investigar um grupo que fazia propaganda, em redes sociais, para pedir a intervenção militar e a prisão de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Um dos alvos é Renan Silva Pena, ex-funcionário do Ministério dos Direitos Humanos, demitido após divulgar vídeo com ofensas a autoridades.

A operação Estabilidade cumpre três mandados de busca e apreensão em Brasília (DF), Uberlândia (MG) e Taboão da Serra (SP). (Leia mais abaixo)

Segundo a PF, a força-tarefa teve início após a publicação de um vídeo realizado na frente do prédio do STF, por dois dos investigados. Na internet, os alvos incitavam a "animosidade entre as Forças Armadas e as instituições civis".

"Com o aprofundamento das análises, foi possível constatar a participação deles em diversos atos do tipo, inclusive com a arrecadação de fundos para financiar o movimento", disse a PF.

O processo tramita na 15ª Vara Federal de Brasília. Os envolvidos são investigados por crimes previstos na Lei de Segurança Nacional, como fazer, em público, propaganda de processos violentos ou ilegais para alteração da ordem política ou social, distribuição ou redistribuição de fundos destinados a realizar propagandas violentas, e incitar à animosidade entre as Forças Armadas e classes sociais e instituições. As penas variam de 1 a 4 anos de detenção ou reclusão.

Fonte: G1



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