PF desmantela rede que abastecia facções do RJ com armas de fogo

Quadrilha produzia cerca de 3,5 mil fuzis por ano para criminosos do Complexo do Alemão e da Rocinha


  • 29/10/2025, 18h39, Foto: Divulgação.

A megaoperação no Rio de Janeiro na terça-feira 28 trouxe atenção para um tópico complexo: a chegada de armas pesadas às mãos de criminosos de facções criminosas. Em 15 de outubro, a Polícia Federal deflagrou a Operação Forja, contra uma organização criminosa responsável pela produção e o comércio ilegal de armas de fogo em escala industrial.

Segundo as investigações, o grupo fabricava cerca de 3,5 mil fuzis por ano para abastecer facções do Complexo do Alemão e da Rocinha, no Rio de Janeiro. Sete pessoas foram presas — duas no Rio e cinco em São Paulo. (Leia mais abaixo)

A ação foi realizada com o Ministério Público Federal e apoio da Polícia Militar de São Paulo. No total, foram cumpridos 10 mandados de prisão preventiva e 8 de busca e apreensão em três Estados. A Justiça Federal bloqueou R$ 40 milhões em bens dos investigados.

Criminosos importavam peças dos EUA e da China para a fabricação de armas de fogo - O caso é um desdobramento da Operação Wardogs (2023), que prendeu Silas Diniz, apontado como chefe do grupo, com 47 fuzis em uma mansão na Barra da Tijuca. Mesmo em prisão domiciliar, ele continuou a comandar o esquema, transferindo a produção para o interior paulista.

Em Santa Bárbara d’Oeste (SP), a PF encontrou uma fábrica disfarçada de empresa de peças aeronáuticas, onde foram apreendidos fuzis prontos e 31 mil componentes. O grupo importava peças dos EUA e da China e usava máquinas CNC para montar as armas no país.

Fonte: Revista Oeste



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