PF cumpre mandados de prisão contra cúpula da PM

Outros membros e ex-membros da cúpula da PMDF também são alvos da operação.


  • 18/08/2023, 10h52, Foto: Reprodução-G1.

A Procuradoria-Geral da República e a Polícia Federal cumpriram, na manhã de sexta-feira (18), sete mandados de prisão preventiva e cinco de busca e apreensão contra integrantes e ex-integrantes da cúpula da Polícia Militar do Distrito Federal. Todos os militares alvos da ação foram presos e os mandados de busca e apreensão cumpridos.

A Operação Incúria é resultado da denúncia que o Grupo Estratégico de Combate aos Atos Antidemocráticos da PGR, coordenado pelo subprocurador Carlos Frederico Santos, ofereceu nesta semana ao Supremo Tribunal Federal. (Leia mais abaixo)

Segundo a PGR, a cúpula da PM deixou de agir para impedir o vandalismo contra as sedes dos Três Poderes em razão do alinhamento ideológico com os manifestantes golpistas. A PM diz que a Corregedoria acompanha o caso.

Os alvos são os oficiais: Coronel Klepter Rosa Gonçalves (atual comandante-geral da PM do DF Coronel Marcelo Casimiro Vasconcelos Rodrigues; Coronel Paulo José Ferreira de Sousa Bezerra; Coronel Jorge Eduardo Naime; Major Flávio Silvestre de Alencar; Tenente Rafael Pereira Martins; Coronel Fábio Augusto Vieira.

Todos são acusados pelos crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, deterioração de patrimônio tombado e por infringir a Lei Orgânica e o Regimento Interno da PM. Naime e Flávio Silvestre já estão presos.

Ao g1, a defesa do coronel Naime afirmou que recebe a operação com estranheza. "O Naime é inocente e vamos comprovar isso", afirmou Gustavo Mascarenhas. Em nota, a defesa do coronel Fabio Vieira manifestou "absoluta preocupação" em relação à forma como foi feita a aplicação da teoria da omissão imprópria e as demais medidas penais. A reportagem tenta contato com os demais citados.

Investigação Ao longo de sete meses de investigação, a PGR descobriu que os PMs começaram a trocar mensagens com teor golpista e a difundir informações falsas antes do segundo turno das eleições presidenciais do ano passado. (Leia mais abaixo)

A PGR verificou ainda que a PM do DF acompanhava as movimentações no acampamento golpista montado nos arredores do Quartel General do Exército, em Brasília.

Os procuradores têm indícios de que a cúpula da PM infiltrou agentes de inteligência entre esses manifestantes para obter informações. E que tinha plena consciência da magnitude e da gravidade dos atos que estavam sendo planejado para 8 de janeiro.

Os documentos e as trocas de mensagens obtidas pela PGR contrariam a versão apresentada pelos integrantes da cúpula da PM do DF, de que o sistema de inteligência do DF falhou ao não avisar a corporação sobre o risco de invasão dos prédios dos Três Poderes.

Fonte: G1



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