A Polícia Federal começou a perícia na tornozeleira eletrônica que era usada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. O equipamento foi danificado com um ferro de solda quente pelo próprio Bolsonaro, como ele admitiu durante inspeção preliminar a uma agente da PF na madrugada de sábado 22.
Bolsonaro, que estava em prisão domiciliar desde agosto, foi preso na manhã deste sábado, 22, e está na sede da Polícia Federal em Brasília, onde uma cela especial foi preparada para ele. (Leia mais abaixo)
Perícia analisa impactos no funcionamento da tornozeleira de Bolsonaro - O setor de Perícias Eletrônicas e de Audiovisuais avalia possíveis alterações no sistema eletrônico e nos registros do aparelho e busca identificar impactos no funcionamento interno da tornozeleira. Essa análise examina tanto falhas operacionais quanto tentativas de manipulação dos dados.
Além disso, o Serviço de Perícias de Local de Crime, por meio do Laboratório de Microvestígios, realiza um levantamento detalhado das marcas e danos encontrados. Esse trabalho pode incluir a comparação entre as avarias registradas e instrumentos possivelmente utilizados na ação. (Leia mais abaixo)
A data para a conclusão da perícia não foi informada.
Advogado diz que prisão por violação de tornozeleira é injustificável - Bolsonaro foi preso preventivamente no começo da manhã deste sábado, 22. Como fundamentos para a prisão, Alexandre de Moraes, ministro relator do processo, citou o risco de fuga e a necessidade de garantia da ordem pública. Entre os fatos, citou a violação da tornozeleira, a vigília convocada pelo senador Flávio Bolsonaro e a “fuga” de outros aliados do ex-presidente, como os deputados Alexandre Ramagem, Eduardo Bolsonaro e Carla Zambelli. (Leia mais abaixo)
O advogado Paulo Cunha Bueno, que atua na defesa de Bolsonaro, disse que a prisão de Bolsonaro por violação da tornozeleira eletrônica foi uma “tentativa de justificar o injustificável”. Ele esteve na sede da Polícia Federal, em Brasília, no sábado 22.
“Essa questão da tornozeleira eletrônica é uma tentativa de justificar o injustificável. O presidente Bolsonaro não tinha como se evadir de sua casa. Ele tem uma viatura com agentes federais armados que fica 24 horas na porta de sua residência. A tornozeleira se tornou um símbolo de humilhação”, disse à imprensa. (Leia mais abaixo)
Bueno também disse que o uso da tornozeleira — além da prisão domiciliar e de escolta permanente — é inédito no sistema judiciário brasileiro. “Desconheço qualquer indivíduo no Brasil que use tornozeleira eletrônica e que tenha escolta permanente da PF. Não havia como ele fugir. É justificar o injustificável.”
Para o advogado, a prisão preventiva também é injustificável porque Bolsonaro “compareceu a todos os atos do processo, antes mesmo de ser convocado”. “Nunca se esquivou de responder a qualquer ato desse famigerado processo”, afirmou. (Leia mais abaixo)
Por fim, ele mencionou a saúde deteriorada de Bolsonaro. “É um idoso que padece de problemas graves de saúde. Foi submetido, desde a facada criminosa, a diversas cirurgias de longa duração. É inaceitável que o ex-presidente Fernando Collor de Mello seja mantido em prisão domiciliar e Bolsonaro não”, argumentou.
Fonte: Revista Oeste (Leia mais abaixo)