Um relatório da Polícia Federal cita diálogos entre Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master, e o senador Jaques Wagner (PT-BA) sobre uma proposta que ficou conhecida como "emenda Master". Wagner era líder do governo no Senado no período das mensagens.
A emenda, apresentada pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI), pretendia elevar de R$ 250 mil para R$ 1 milhão o limite máximo de investimentos cobertos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Grande parte dos títulos oferecidos pelo Master se enquadrava nessa categoria.
Segundo o documento da PF citado pela revista Veja, Wagner enviou a Lima, em 25 de agosto de 2024, um áudio no qual dizia precisar saber como estavam "as coisas do banco". Dois dias depois, após o que os investigadores acreditam ter sido uma reunião presencial, Lima encaminhou ao senador o link da proposta.
O relatório também registra outras mensagens com notícias sobre o Master, incluindo mudanças societárias, avaliação de risco, a tentativa de aquisição do banco pelo BRB e movimentações para instalar uma CPI.
A defesa de Jaques Wagner afirmou que contestou as hipóteses levantadas pela PF. Disse ainda que o senador nunca teve negócios com o Banco Master, nunca intermediou interesses da instituição e nunca votou a favor de projetos que pudessem beneficiá-la. Segundo a defesa, sua atuação foi contrária aos interesses do banco.
As informações integram uma investigação e não representam conclusão judicial sobre responsabilidade criminal. A reportagem da Veja foi publicada após a retirada do sigilo de processos relacionados ao caso Master.
Fonte original: Veja — Sócio de Vorcaro tratou de ‘emenda Master’ com líder do governo Lula no Senado