PF aponta que celular de suspeito de contratar assassino de Marielle foi usado após ele ser morto

De acordo com a perícia, o aparelho de Edmílson da Silva, o Macalé, teve contatos inseridos


  • 14/07/2025, 07h42, Foto: Divulgação .

As investigações da Polícia Federal apontaram que o celular de Edimilson da Silva, o Macalé, foi manuseado após sua morte, em 21 de novembro de 2021. Ele é apontado como responsável pela contratação de Ronnie Lessa para matar a vereadora Marielle Franco.

A informação está presente no processo do Supremo Tribunal Federal (STF) que investiga a morte de Marielle e seu motorista, Anderson Gomes. (Leia mais abaixo)

De acordo com as apurações realizadas pela PF, o aparelho foi ligado, teve contatos inseridos e ligações foram feitas, mesmo após a morte de Macalé. Lessa, que é assassino confesso de Marielle e Anderson, afirmou em depoimento que foi chamado para a empreitada criminosa por Macalé, assim como Élcio de Queiroz, que foi o motorista do carro. Durante a perícia, foi constatado que o telefone chegou a ter outros dois chips inseridos, antes do chip que foi analisado, podendo indicar uma troca de aparelhos. Além disso, quatro contatos foram criados no aparelho depois da data e hora da morte, de acordo com a câmera de segurança

Na ocasião de sua morte, por volta de 12h, o criminoso caminhava na Avenida Santa Cruz, na Zona Oeste, com três gaiolas com passarinhos nas mãos quando foi surpreendido por atiradores. No mesmo dia, o celular de Macalé foi apreendido, mas o encaminhamento para a perícia aconteceu quase dois anos após o assassinato, no dia 25 de julho de 2023, a pedido da Polícia Federal.



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