02/02/2016 08h56 | Foto: Divulgação

Os preços de barris de petróleo voltaram a sofrer desvalorização nesta terça-feira (2), após a recuperação da última semana que havia sido motivada pela possibilidade de acordo entre os países produtores da Opep e os que não fazem parte do cartel. O petróleo do Mar do Norte retorna à marca inferior aos US$ 34 e o barril do Texas se aproxima dos US$ 30 novamente.
Às 8h41, o barril de Brent negociado na International Exchange Futures (ICE) tinha forte baixa de 3,26%, a US$ 33,12; enquanto o preço do barril do light sweet crude (WTI), do Texas, recuava 3,42%, a US$ 30,54.
Os preços do barril de petróleo fecharam em queda na segunda-feira (1), reféns da instabilidade econômica na China, um dos maiores consumidores de petróleo no mundo, que voltou a registrar resultados negativos na indústria.
O excesso de oferta no mercado de petróleo, responsável pela contínua queda nos preços, também parece mais distante. O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou neste sábado (30) que os países estariam "muito próximos de um acordo". O barril da commodity conseguiu chegar a um patamar inferior a US$ 27 em janeiro, ameaçando o desempenho econômico de países como a Venezuela e a Rússia, e também projetos e empregos de empresas gigantes do setor.
A expectativa era que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) viesse efetivamente a discutir um corte na produção. Na quinta (28), o ministro de Energia da Rússia, Alexander Novak, disse que a Arábia Saudita propôs cortes de até 5% na produção dos países produtores de petróleo, e que havia uma proposta para um encontro entre membros da Opep e países não membros. A Arábia Saudita, contudo, negou a iniciativa neste final de semana, de acordo com a rede de TV al-Arabiya, de propriedade saudita.
Um analista do Citigroup declarou em entrevista à Bloomberg, no mês passado, que o petróleo pode ser "o negócio do ano" em 2016, se resistir ao aumento das exportações iranianas. O Irã volta a um mercado já marcado pelo excesso de oferta após o término das sanções econômicas do Ocidente a seus produtos. Alguns bancos e representantes do setor argumentam que o valor do barril pode cair drasticamente, a níveis próximos de US$ 10.