Petroleiros: ato para lembrar 20 anos da tragédia da P-36

Sindipetro faz ato no Heliporto do Farol de São Thomé em homenagem a vítimas da explosão da unidade que provocou as mortes de 11 profissionais


  • 15/03/2021, 19h23, Foto: Divulgação.

A passagem dos 20 anos da tragédia da P-36 foi lembrada pelo Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF), que promoveu, na manhã desta segunda-feira (15), um ato no Heliporto do Farol de São Thomé. No dia 15 de março de 2001, uma explosão na unidade provocou as mortes de 11 petroleiros. Dias depois, toda a estrutura da então maior plataforma do mundo afundou na maior tragédia da história da Bacia de Campos.

Os diretores Tezeu Bezerra e Gustavo Morete, durante 40 minutos, conscientizaram os petroleiros e petroleiras, que embarcavam e desembarcavam no local, sobre a necessidade de priorizar a segurança no trabalho. Eles denunciaram que as mudanças recentes na Petrobrás, com venda de ativos e aumento da terceirização, elevam os riscos de acidentes e mortes.. (Leia mais abaixo)

Tezeu afirmou que “o trágico acidente é marcado pela política que estava posta no momento de redução de investimentos na empresa, e que infelizmente hoje é retomada”, afirma Tezeu, que ainda advertiu para o fato de que, atualmente, a Bacia de Campos vive a apreensão de manter 22 plataformas com precariedade de pessoal marítimo, em razão de uma mudança de contrato que reduziu salários e benefícios.

O Sindipetro-NF também organizou uma live, às 19h, com o tema “P-36: O que mudou?”, para debater com a categoria petroleira e com a sociedade as conquistas na área de segurança do trabalho nestas duas décadas, assim como os problemas ainda enfrentados pelos trabalhadores.

Os 20 anos da P-36 também serão lembrados por meio de edição especial do Podcast da Rádio NF, que será publicado nesta terça-feira (16), com entrevistas exclusivas com diretores sindicais atuais e da época da tragédia, familiares das vítimas e um sobrevivente.

Com grande força de testemunho, os depoimentos impressionam pela constatação de que o acidente poderia ter sido evitado, assim como ainda há muitos sinais de que uma nova tragédia pode acontecer a qualquer momento na Bacia de Campos.

A TRAGÉDIA - No início da madrugada de 15 de março de 2001, a P-36, que operava no campo de Roncador, na Bacia de Campos, sofreu duas explosões em uma de suas colunas num intervalo de 20 minutos. A segunda explosão causou a morte dos 11 trabalhadores que integravam a brigada de incêndio da unidade: Adilson Almeida de Oliveira, Charles Roberto Oscar, Emanoel Portela Lima, Ernesto de Azevedo Couto, Geraldo Magela Gonçalves, Josevaldo Dias de Souza, Laerson Antônio dos Santos, Luciano Cardoso Souza, Mário Sérgio Matheus, Sérgio dos Santos Souza e Sérgio dos Santos Barbosa.   (Leia mais abaixo)



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