11/11/2015 às 10h55 - Foto: Filipe L,emos/Campos 24 Horas


A greve dos Petroleiros de todo Brasil, que teve início no último dia 1º de novembro, tem uma pauta diferente da maioria dos movimentos do País. Na região, a luta dos trabalhadores não é por cláusulas econômicas ou sociais, mas sim a discussão de um projeto de nação. A cada dia mais trabalhadores aderem à greve com um trabalho de convencimento ideológico que está sendo realizado pelos sindicatos e pela própria FUP.
Na manhã desta quarta-feira (11), um grupo de petroleiros realizou um ato no Aeroporto Bartolomeu Lisandro, em Campos. De acordo com Valter Oliveira, um dos diretores do Sindipetro-NF, o ato é tem o objeto de reivindicar a não venda de parte da Petrobras, sendo o motivo principal. "Não adianta discutir salários, benefícios, se a Petrobras for fatiada nos próximos anos', disse. Ainda segundo Valter, é preciso discutir o programa de investimentos da Petrobras.
A força da greve dos petroleiros levou a Petrobras a reconhecer pela primeira vez a Pauta pelo Brasil. Após mais de 100 dias ignorando as reivindicações da categoria, a empresa, finalmente, se dispõe a negociar a Pauta pelo Brasil.
A greve está no 11º dia e segundo Valter não data para término. Após a intensa mobilização da categoria, a Petrobras convocou a FUP para uma rodada de negociações na segunda-feira (9), contudo, sem avanços importantes e o movimento continua.
Valter diz ainda que o que eles precisam é de uma resposta, 'uma sinalização, uma decisão o mais breve possível'.
O diretor esclarece ainda, que os trabalhadores que não aderiram à greve não estão sendo impedidos de embarcar. "Nós conversamos mostramos o quadro atual das plataformas e tenta convencer ao trabalhador a aderir o movimento, disse Valter.

E finalizando, ele deixa claro que a greve dos petroleiros nada tem a ver com o movimento dos caminhoneiros.
Nota
"A greve dos petroleiros é uma luta pela soberania nacional, contra os desinvestimentos na Petrobras e contra a privatização da maior empresa do Brasil. A FUP esclarece que o pleito dos trabalhadores e trabalhadoras do Sistema Petrobras nada tem a ver com o pleito dos caminhoneiros.'
Na Bacia de Campos, onde a greve já atinge 50 unidades marítimas, mais de dois milhões de barris de petróleo deixaram de ser produzidos, o que gera um prejuízo de pelo menos R$ 400 milhões para a Petrobras. Soma-se a isso a paralisação e redução de produção nas plataformas do Ceará e Espírito Santo, além dos campos de produção terrestre da Bahia, do Rio Grande do Norte e do Espírito Santo.