sábado, 20 de dezembro de 2014 - Foto: Divulgação - Atualizado 21/12 às 14h

Com a divulgação nesta sexta-feira da relação de 27 políticos, entre ex-ministros, presidentes da Câmara e do Senado Federal, além de governadores e ex-governadores, a economia brasileira que não andava boa das pernas, agora sofre ainda mais com a instabilidade política.
Com as denúncias estão surgindo através da delação premiada, na operação Lava Jato, que envolve a corrupção e propinas na maior empresa brasileira, a Petrobras, a crise econômica acompanha o naufrágio da estabilidade política. Essa semana, a Bolsa de Valores em um de seus pregões precisou ter as operações temporariamente paralisadas, para evitar um colapso ainda maior da cotação das ações da Petrobras.
O secretário de Controle e Orçamento, Suledil Bernardino, explica que toda a instabilidade da política nacional reflete na vida do cidadão comum, “da realidade dos municípios e estados brasileiros, e por isso é preciso que administremos com racionalidade”.
Para agravar ainda mais a posição de fragilidade da Petrobras perante o mercado, foi anunciado durante essa semana que o balanço trimestral que está pendente só será publicado no início do próximo, aumentando ainda a sensação de insegurança dos acionistas da empresa.
A presidente Dilma Roussef vem mantendo a atual presidente da Petrobras, Graça Foster, que pediu para sair e ser investigada, o que poderia acalmar o mercado e evitar a sangria da estatal.
A nova realidade que surge com o enfraquecimento da Petrobras se espalha pelo Brasil e no Estado do Rio, principalmente nos municípios da chamada Faixa do Petróleo. É o caso de Macaé, lembra Suledil, em que recente levantamento junto ao Ministério do Trabalho, revelou que no setor offshore mais de 38 mil pessoas perderam seus empregos nos últimos 12 meses.
Esta semana o IBGE divulgou a queda de emprego do mês de novembro da ordem 82% comparado ao mesmo mês de 2013. Considerando que nos meses do último trimestre são contratados temporariamente milhares de pessoas no comércio, em função das festas de fim de ano, dá para se prever um Natal de vacas magras.
Petrolão expõe políticos - Preso em março pela Operação Lava Jato, o ex-diretor de Refino e Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa revelou no acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal (MPF) o nome de 28 políticos supostamente beneficiados pelo esquema de corrupção que atuava na Petrobras, segundo reportagem publicada na edição desta sexta-feira (19) do jornal "O Estado de S. Paulo".
A publicação afirma que entre os mencionados por Costa estão o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão; os ex-ministros Antonio Palocci (Fazenda e Casa Civil), Gleisi Hoffmann (Casa Civil) e Mário Negromonte (Cidades); o governador do Acre, Tião Viana (PT); os ex-governadores Sérgio Cabral (Rio) e Eduardo Campos (Pernambuco), além de deputados e senadores de PT, PMDB, PSDB e PP.