Petrobras quer chamar empresas do setor de petróleo para programa que vai subsidiar gás de cozinha

Estatal anunciou vai destinar R$ 300 milhões para financiar produto para famílias de baixa renda


  • 02/10/2021, 15h14, Foto: Divulgação .

A Petrobras quer envolver outras empresas do setor de petróleo no programa social de apoio a famílias em situação de vulnerabilidade social, para garantir que tenham acesso a insumos essenciais, com foco no gás liquefeito de petróleo (GLP), o gás de cozinha. O benefício foi anunciado nesta quarta-feira, mas ainda sem detalhes.

A ideia da estatal é criar um fundo com com participação de outras empresas, especialmente da indústria de óleo e gás, de acordo com fontes com conhecimento no assunto. A Petrobras que irá destinar R$ 300 milhões para o programa, mas pretende incluir outras empresas para ampliar esse valor. (Leia mais abaixo)

O programa terá duração de 15 meses. A conta da Petrobras é beneficiar pelo menos 400 mil famílias. A intenção da estatal em envolver outras empresas poderia aumentar os valores envolvidos e o alcance do programa.

A intenção de colocar outras empresas no programa é transformar a medida em uma iniciativa setorial e afastar o uso político da proposta.

O valor de R$ 300 milhões é relativamente baixo para a necessidade das famílias mais vulneráveis e para uma empresa do tamanho da Petrobras — principal fornecedora de GLP do país. Mesmo assim, fontes da estatal afirmam que o montante aumenta os valores destinados pela estatal para a área social.

O programa foi aprovado pelo Conselho de Administração da Petrobras nesta quarta-feira. Agora, os detalhes serão levados para a diretoria da empresa antes de ser submetido novamente ao Conselho.

Nos bastidores, integrantes da Petrobras afirmam que a companhia vem trabalhando nesse programa desde o começo deste ano e não se trata de um projeto político do governo federal — embora o presidente Jair Bolsonaro tenha reclamado constantemente do preço dos combustíveis. (Leia mais abaixo)

O presidente da estatal, Joaquim Silva e Luna, disse na semana passada que não haveria qualquer mudança na política de preços da estatal e que não caberia à empresa ações para subsidiar o preço do botijão de gás, um dos itens que mais pressionam os gastos das famílias de baixa renda.

Ele reagiu na segunda-feira a um discurso do presidente Jair Bolsonaro, que atribuiu a alta do preço dos combustíveis e seu impacto na inflação à política de preços praticada pela Petrobras, atrelada ao câmbio e ao preço internacional do petróleo.

Interlocutores da estatal afirmam que a iniciativa permite à Petrobras cumprir uma função social, mas que a empresa tem limites. Esse interlocutor também afirma que não haveria programas para subsidiar o diesel e a gasolina e que o gás de cozinha cumpre uma função social.

Procurada, a Shell informou que ainda não foi contatada com relação a esse projeto. A companhia já possui um projeto para garantir segurança alimentar e minimizar impactos da pandemia de Covid-19. Desde julho, a empresa distribui refeições para 21 comunidades quilombolas e 13 comunidades pesqueiras localizadas nos estados do Rio de Janeiro e do Espírito Santo.

*Fonte: O Globo  (Leia mais abaixo)



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