quarta-feira, 11 de março de 2015 - Foto: Divulgação

A Petrobras corre para divulgar o balanço auditado de 2014. Com pouco tempo hábil, a nova diretoria decidiu calcular apenas o prejuízo com propinas a ex-funcionários e políticos e corrupção. Nesse balanço, deixará de lado o aumento dos gastos e sobrepreço causado pelo suposto cartel.
Para isso, montou uma força-tareda para analisar os depoimentos dos delatores da Operação Lava Jato.
A estatal tem até o dia 31 de maio para publicar o balanço do terceiro trimestre e o resultado de 2014 auditado. Se não cumprir o prazo, os credores podem pedir a antecipação do pagamento de dívidas.
O diretor financeiro Ivan Monteiro entrará em contato com os principais credores, para garantir que o balanço será apresentado a tempo.
A inclusão das perdas por corrupção é necessária para que a auditoria independente aprove o documento.
O relatório também irá inclui quanto os principais ativos da estatal valem hoje, como a refinaria Abreu e Lima e o Comperj.
Não auditado, o balanço do terceiro trimestre foi publicado no final de janeiro, após dois adiamentos. O documento, no entanto, não considera os prejuízos causados pela corrupção investigada no âmbito da Operação Lava Jato.
Na ocasião, a empresa concluiu que não era possível contabilizar de forma definitiva as baixas provocadas por propinas e sobrepreço nos contratos.
A companhia revelou ter identificado uma diferença líquida de R$ 61,4 bilhões entre o valor justo de ativos analisados e o valor imobilizado dos mesmos projetos, todos com contratos assinados entre 2004 e abril de 2012. Em fevereiro, o novo presidente da Petrobras, Aldemir Bendini, disse que revisaria a metodologia usada.