O deputado André Ceciliano (PT) foi eleito presidente da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro) com 49 dos 70 votos possíveis no plenário da Casa. A votação realizada neste sábado (2) também teve oito abstenções e sete votos negativos. A diferença de seis votos no número total se deve ao fato de seis parlamentares eleitos estarem presos e, por isso, não terem votado.
Ceciliano, que já ocupava a presidência interina da Alerj, conduzirá a Mesa Diretora da Casa no biênio 2019-2020. Dono da única candidatura, ele não teve dificuldade em atingir a maioria simples dos votos --36 votos. (Leia mais abaixo)
A partir da próxima semana, a Mesa Diretora terá a missão de decidir se os deputados presos podem ou não ser empossados na cadeia.
Ceciliano está entre os 22 deputados citados pelo Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeira Atípicas), por ter lotado em seu gabinete funcionários cujas movimentações de dinheiro não são condizentes com os seus vencimentos.
De acordo com o órgão vinculado ao Ministério da Justiça e da Segurança Pública, três funcionários ligados ao gabinete do deputado teriam movimentado cerca de R$ 45 milhões entre os anos de 2011 e 2017.
Ceciliano nega que tenha havido qualquer irregularidade no seu gabinete e afirma já ter colocado os seus sigilos telefônico e bancário à disposição das investigações conduzidas pelo MP-RJ.
Durante a votação deste sábado, integrantes do MBL (Movimento Brasil Livre) protestaram nas galerias da Alerj contra Ceciliano. Os ativistas argumentavam que a eleição do deputado por meio de uma chapa única significava a continuidade da antiga política fluminense --Ceciliano era suplente na chapa encabeçada por Jorge Picciani (MDB), que encontra-se preso. (Leia mais abaixo)