A disparidade salarial entre homens e mulheres é mostrada em uma pesquisa realizada pelo Banco Nacional de Empregos (BNE) em seu sistema de vagas.
A maior diferença salarial pode ser verificada em 20 funções, que têm índices superiores à taxa de 20% – pesquisa da consultoria IDados, com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio do IBGE, mostra que as mulheres ganham em média 20,5% a menos que os homens no Brasil. Essa diferença segue em patamar elevado mesmo quando se compara trabalhadores do mesmo perfil de escolaridade e idade e na mesma categoria de ocupação. (Leia mais abaixo)
De acordo com o BNE, a maior diferença se encontra na área de tecnologia: para desenvolvedor front-end, a variação entre os salários em favor dos homens foi de 63,2%.
Veja o ranking das funções com as maiores diferenças salariais, nas quais os homens ganham mais que as mulheres:
Nessa lista há cargos de liderança, como gerentes e supervisores, e também funções como auxiliares e analistas. De acordo com o BNE, "isso demonstra que a desigualdade afeta as mulheres em todos os níveis hierárquicos e em diversos segmentos, dada a variedade de áreas listadas".
"É um problema encontrar tantas profissões com índices altos de desigualdade salarial. É um reflexo da nossa sociedade, que persiste neste cenário de subjugação de gênero no mercado de trabalho. Mas, apesar de a grande discrepância de gênero existir, também há um forte movimento nos setores de recursos humanos que buscam a igualdade. Inclusive, muitas empresas têm investido em programas de diversidade", ressalta o chief operating officer (COO) do BNE, José Tortato.
Diferença a favor das mulheres é bem menor (Leia mais abaixo)
Por outro lado, na lista das funções em que as mulheres ganham mais que os homens, o índice que mostra a diferença de salários é bem menor: a maior diferença é de 7,56%, enquanto na variação a favor dos homens chega a 63,2%.
Veja o ranking das funções com as maiores diferenças salariais em que as mulheres ganham mais que os homens:
Fonte: G1