Pedidos de impeachment são "ação precipitada"

Avaliação foi feita pelo ex-presidente FHC durante evento com empresários e políticos


segunda-feira 20 de abril de 2015     -     Foto: Divulgação fhcImpeachment não é tese, e, como tal, precisa se valer de fatos concretos ou razão objetiva para ser requerido contra o governante – caso contrário, é ação precipitada, fora das regras do jogo democrático. A avaliação foi feita neste domingo pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) após um evento com empresários e políticos do qual participou em Comandatuba, no sul da Bahia. O ex-presidente foi em direção oposta à de movimentos de rua que têm pedido o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) e mesmo de partidos e representantes da oposição. “Impeachment não pode ser tese – ou houve razão objetiva, ou não houve, e quem pode dizer isso é a Justiça, o Tribunal de Contas, a polícia... partidos não podem se antecipar a tudo isso, não tem sentido”, avaliou. “Você não pode transformar seu eventual desejo de que seria melhor outro [governante], não pode fazê-lo fora das regras da democracia. Temos que esperar que essas regras sejam cumpridas – qualquer coisa é precipitação”, opinou. Fernando Henrique falou sobre o assunto em entrevista coletiva. Indagado se manteria a mesma opinião sobre o impeachment se o Tribunal de Contas da União (TCU) desaprovar as contas de 2014 de Dilma – em função das manobras fiscais apelidadas de “pedaladas” fiscais , o tucano foi enfático: “Isso é uma especulação. ‘Se’ acontece qualquer coisa? Não posso responder”, encerrou. No último dia 11, pesquisa do instituto Datafolha apontou que 63% dos entrevistados aprovam que o Congresso abra um julgamento político visando o impeachment de Dilma. O mesmo levantamento mostrou que o índice de popularidade da governante parou de cair, mas continua em mínimos históricos.



fique bem informado