Campos 24 Horas – O passageiro Flávio de Abreu Lira, de 53 anos, que morreu após ser baleado dentro de um ônibus do BRT na manhã desta quarta-feira (30) na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro, era gerente de farmácia em um shopping e estava a caminho do trabalho.
De acordo com a família, ele saiu de casa, em Bangu, na Zona Oeste do Rio, por volta de 5h20 para trabalhar no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Sudoeste.
Ele foi atingido por dois tiros perto da Estação Asa Branca, na altura de Curicica, por volta de 6h. Flávio estava sem documentos, mas a polícia conseguiu acessar o celular da própria vítima para entrar em contato com colegas de trabalho, que avisaram à família.
"Como ele não chegou no trabalho e o pessoal estranhou, falou assim: 'poxa, ele nunca chegou atrasado, cara, o que aconteceu com o Flávio?'", relata o genro Juan Barbosa.
Flávio deixa cinco filhos, entre eles um bebê de apenas 1 ano.
"Infelizmente, hoje foi ceifada uma vida de um trabalhador, de um pai de família, de um cara que ajudava todo mundo, era um cara super extrovertido, não ligava pra nada. Ele só queria ser feliz e cuidar dos filhos", lamenta o genro.
Morte no ônibus - O episódio ocorreu pouco depois da 6h, no BRT Transolímpica, próximo à Estação Ventura, em Jacarepaguá, na altura da comunidade Dois Irmãos, onde a Polícia Militar realizava uma operação.
Segundo a polícia, o Terceiro Comando Puro usa ataques a vias e à população como estratégia para tentar dispersar os policiais.
Operação na comunidade Dois Irmãos - A PM realizou uma operação na comunidade Dois Irmãos. Segundo a corporação, a ação foi coordenada pelo 18º BPM (Jacarepaguá) e tinha como objetivo combater criminosos envolvidos em disputas territoriais.
A comunidade é dominada pelo Comando Vermelho e, segundo informações da polícia, é alvo de tentativas de invasão por traficantes do Terceiro Comando e milicianos.
Fonte: g1