Partidos já articulam candidaturas a deputado

De olho nas eleições de 2022, Campos 24 Horas mostra os prováveis candidatos à Alerj e Câmara Federal


  • 07/02/2021, 00h24, Fotomontagem: Campos 24 Horas.

(Texto atualizado às 18h56 para acrescentar os nomes de Marcelo Mérida e Renê Siqueira) - As eleições de 2022 já estão no radar dos partidos de Campos. É hora de começar as articulações, traçar as metas e estratégias, já que “quando termina uma eleição começa logo a outra” no discurso dos políticos. A disputa do próximo ano é para deputado estadual e federal. O ânimo das siglas está vinculado aos resultados eleitorais de candidatos na última eleição municipal. Vários nomes já são ventilados, dentre eles Rodrigo Bacellar (SD), Fabio Ribeiro (PSD), Igor Pereira (SD), Caio Vianna (PDT), Éber Silva (DEM), Bruno Dauaire (PSC), Cabo Alonsimar (Podemos), Bruno Pezão (PL), Bruno Vianna (do PSL, filho do falecido Gil Vianna), Bruno Calil (SD), Marcão Gomes (PL), Clarissa Garotinho (Pros), Natalia Soares (PSol), Marcelo Mérida (PSC) e Renê Siqueira (PSC). Entre estes prováveis candidatos, Rodrigo Bacellar aparece com um alto cacife eleitoral. Fontes do Campos 24 Horas ainda informam que há outros vereadores pretendentes à vaga de candidato a deputado. Mas, a definição das candidaturas à Alerj ou à Câmara Federal  no Legislativo campista só ocorreria ao final de um processo que tramita na Justiça Eleitoral (veja Aqui) a respeito de supostas candidaturas femininas 'laranjas'. A ação foi impetrada pelo ex-vereador Jorginho Virgílio. Dependendo do desfecho do processo, pode ocorrer alteração no quadro de eleitos na Câmara e provocar mudança de planos. Já o vice-prefeito Frederico Paes (MDB) chegou a ser citado como provável candidato, mas fontes ligadas a ele não confirmam, por enquanto, a intenção de uma candidatura em 2022.

Este ano, com as mortes de Gil Vianna (PSL) e João Peixoto (PSDC), dois deputados estaduais atropelados pela Covid, Campos ficou com uma lacuna a ser preenchida na Alerj. (Leia mais abaixo)

A cada quatro anos, o município quase sempre consegue levar de três a quatro parlamentares ao Palácio Tiradentes. Atualmente são apenas dois os representantes da planície no parlamento fluminense, casos de Rodrigo Bacelar (SD) e Bruno Dauaire (PSC). Caso ambos mantenham bom desempenho eleitoral e consigam a reeleição, as siglas estão de olho neste espaço que resta, de uma a duas vagas. O ex-deputado e pastor Éber Silva também figura como provável candidato, visto que nas últimas eleições que disputou obteve mais de 20 mil votos.

Pelo desempenho na última disputa eleitoral, com 110.094 votos como candidato a prefeito, o presidente municipal do PDT, Caio Vianna acumula bom capital político e deve ser a opção dos trabalhistas de Campos para disputar uma vaga na Alerj ou na Câmara dos Deputados. Em 2018, Caio já foi candidato a deputado estadual, mas só obteve 21.017 votos.

Nos corredores da Câmara Municipal de Campos, há rumores de que o presidente da Casa, vereador Fábio Ribeiro (PSD), deve ser um dos candidato à Alerj apoiado pelo grupo liderado pelo ex-governador Anthony Garotinho.

Ainda no Legislativo goitacá, os nomes dos vereadores Igor Pereira (SD),  Cabo Alonsimar (Podemos), Bruno Pezão (PL) e Bruno Vianna (PSL) também são ventilados como prováveis candidatos à uma cadeira na Assembléia Legislativa.

O Psol tem na professora Natália Soares sua melhor opção de uma candidatura mais competitiva para 2022, por conta do seu bom desempenho nas eleições de 2020 como candidata a prefeita, tendo obtido 11.622 votos, à frente de nomes mais conhecidos da política local como Tadeu Tô Contigo (Republicanos) e Odisséia de Carvalho (PT).  (Leia mais abaixo)

O PT tem algumas opções de reconhecida capilaridade no campo da esquerda como a própria professora Odisseia e os sindicalistas Hélio Anomal e Zé Maria. 

Na Câmara Federal, o suplente Marcão Gomes (PL) deixou o mandato em Brasília, já que o titular Althineu Cortes (PL), que estava licenciado, foi exonerado da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e retornou à capital federal para cumprir o restante do mandato. Dois deputados campistas estão em Brasília, mas com base eleitoral no Grande Rio, casos de Clarissa Garotinho (Pros) e Chico D´Ângelo (PDT).

Como sempre ocorre nesta disputa, o discurso predominante do bairrismo é palavra de ordem e vira campanha cívica entre candidatos e partidos. E visa essencialmente evitar que candidatos forasteiros conquiste os votos dos campistas, mesmo sem se dar o trabalho de botar o pé na estrada  e gastar a sola do sapato na planície.

Vale ressaltar que, na última eleição, a cantora evangélica Flordelis Souza (PSD), com domicílio eleitoral em São Gonçalo, obteve 2.802 votos em Campos e conseguiu uma vaga de deputada federal. Flordelis é apontada como mandante do assassinato do próprio marido.  



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