
A Superintendência Municipal de Pesca e Aquicultura firmou parceria com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), para recomposição da mata ciliar nos cerca de 20 quilômetros das margens da Lagoa do Campelo, que fica no limite de Campos com São Francisco de Itabapoana. A intenção é contribuir para a garantia hídrica da lagoa, que nas últimas décadas tem dependido apenas das cheias do Rio Paraíba do Sul para sua recomposição de água, através do Canal do Vigário.
— A mata ciliar é importante, porque retém a água da chuva e vai liberando aos poucos, garantindo o abastecimento da lagoa independente da entrada ou não de água pelo canal. E a Lagoa do Campelo também é a mais importante na margem esquerda do Paraíba, garantindo ainda a balneabilidade das praias em sua foz, através do Canal Antônio Resende, também chamado de Rio Guaxindiba — explicou o superintendente adjunto de Pesca, José Armando Ribeiro.
Nas últimas quinta e sexta-feira (29 e 30), representantes da superintendência e do Incra realizaram uma visita técnica a vários pontos das margens da lagoa para avaliação de como o projeto poderá ser implementado. A proposta é criar um viveiro de mudas na área de plantio, com apoio e parcerias com empresas públicas especializadas e universidades de Campos e região.
— A produção de mudas de árvores nativas da Mata Atlântica terá que ser feita em larga escala, coisa de milhares, por isso demandará recursos que existe no Incra. Por isso, estamos contando com a colaboração do representante do órgão no estado, o superintendente regional Carlos Castilho, que participou da visita técnica com a gente, para acionar os canais necessários para a liberação de verbas.
Somente no lado de Campos, a Lagoa do Campelo fornece água para irrigação para a produção agrícola de cerca de 400 famílias de pequenos produtores em seu entorno da lagoa, garantindo também a sobrevivência de cerca de 80 famílias de pescadores da localidade de Mundéus, além das que vivem da agricultura, pecuária e pesca no município vizinho de São Francisco de Itabapoana.
Participaram ainda da visita técnica agricultores do assentamento Zumbi dos Palmares, que fica em uma das partes do entorno da lagoa; pescadores locais; Alessandra Faes, da Coordenadoria Regional Norte Fluminense do Governo do Estado e Roberto Júnior, da Coordenadoria do Meio Ambiente do Incra.
Fonte: Comunicação PMCG