As eleições deste domingo (02) correspondem a um novo sopro de esperanças e renovadas expectativas para o campista e moradores da região, no momento em que o Norte Fluminense espera que a representação política eleita este ano consiga tirar do papel obras estruturantes e de fundamental importância para o desenvolvimento regional. E o site Campos 24 Horas levantou estas demandas regionais, além da preocupação com o setor de petróleo e gás, ou seja, detectamos a necessidade da revitalização da Bacia de Campos, pois a produção encontra-se em declínio. Nesta matéria especial, mostramos ainda a opinião de um economista local a respeito da exploração de petróleo. Ele estaca a necessidade de implementar o Promar (Programa de Revitalização e Incentivo à Produção de Campos Maduros). Vale lembrar que os fluminenses vão votar para eleger, além de governador e presidente, 70 deputados estaduais, 46 deputados federais e um senador.
Entre as demandas regionais levantadas pelo Campos 24 Horas estão: a concretização da EF-118, ferrovia que fará a conexão entre os terminais portuários do Açu e Anchieta (ES); a construção da RJ-244, interligando o Porto do Açu à BR-101, cortando o interior sanjoanense e a Baixada Campista; as obras de conclusão da Ponte da Integração, entre Campos, São João da Barra e São Francisco de Itabapoana, interligando os três municípios; e a duplicação da BR-101, no trecho que corta a área urbana de Campos. (Leia mais abaixo)
A construção da ferrovia EF-118 permitirá o escoamento e embarque das exportações da produção de soja, minério e grãos procedente de Minas e outros estados, colocando o porto e a região nos trilhos do desenvolvimento.
No setor de energia há a previsão de robustos investimentos de dezenas de bilhões de reais para os próximos anos em pelo menos 10 usinas termoelétricas entre Macaé, Campos e São João da Barra. A avalanche de obras neste setor pode consolidar o Norte Fluminense como o maior polo de energia do país com a geração de mais de 10 mil vagas de emprego.
Contudo, a queda dos investimentos na Bacia de Campos, com produção de petróleo em declínio, preocupa as lideranças políticas, prefeitos e especialistas. Por enquanto, alguns fatores estão mantendo o equilíbrio dos repasses dos royalties aos municípios produtores, entre elas a cotação do produto no mercado internacional, impulsionado pela demanda global por conta da guerra na Ucrânica, além da alta do dólar.
As condições jurídicas mediante as quais são feitos os repasses dos royalties se dão por conta de uma liminar concedida pela ministra Carmem Lúcia, no Supremo Tribunal Federal (STF), após o projeto de redistribuição entre todos os municípios brasileiros ter sido aprovado no Congresso.
REVITALIZAÇÃO DA BACIA DE CAMPOS - Quanto à Bacia de Campos, o economista Alcimar Chagas Ribeiro destacou a necessidade de implementar o Promar (Programa de Revitalização e Incentivo à Produção de Campos Maduros). (Leia mais abaixo)
Com os investimentos das grandes petroleiras concentrados na camada do pré-sal, em maior extensão na Bacia de Santos, restou à Bacia de Campos contar com investimentos das pequenas operadoras na extração do petróleo.
De acordo com dados do Dieese/FUP (Federação Única dos Petroleiros), do total de R$ 47,4 bilhões investidos pela Petrobras no ano passado, R$ 38,4 bilhões, ou R$ 81%, foram destinados para a exploração e produção nos campos do pré-sal.
“A percepção dos gestores do setor é a de que existem dificuldades inibidoras de investimentos por parte destas pequenas operadoras de petróleo. Estas dificuldades estão no âmbito da própria legislação que precisa ser adaptada à nova realidade, com um tratamento especial a estas empresas que operam nesses campos maduros na Bacia de Campos”, disse Alcimar.
PORTO DO AÇU/OBRAS - Sobre as obras estruturantes para a consolidação definitiva do desenvolvimento do Porto do Açu, o governador Cláudio Castro (PL) declarou que já fez tratativas no sentido de se estabelecer um cronograma de ação para fazer avançar com o projeto da ferrovia F-118, como lembrou em recente evento na Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro).
“Eu e o senador Carlos Portinho, que é do meu partido, discutimos em Brasília a necessidade desta ferrovia chegar ao Açu e a prioridade de melhorar a infraestrutura com novas rodovias. Eu já me comprometi, na parte estadual, a construir quantas rodovias forem necessárias", disse Castro. (Leia mais abaixo)
O governador afirmou ainda que o maior negócio do país nos próximos anos será o Porto do Açu e o parque industrial que ele pode ativar no norte do Estado. "O Porto do Açu é a casa desse novo hub de infraestrutura capaz de mudar a matriz econômica do Rio", disse o governador.
Na Baixada Campista, o setor de hotelaria e o comércio em geral do Farol de São Thomé esperam uma solução das autoridades para que os testes de Covid-10 sejam feitos em Campos, não em Macaé, como tem ocorrido este ano e em 2021. A medida tem zerado o movimento de hospedagem na rede hoteleira da praia campista, trazendo enormes prejuízos.