Papai Noel magro para a indústria com 37 meses de demissões maior que contratações

Com o fraco desempenho da produção, indústria volta a sinalizar o caminho da crise econômica nacional


Atualizado: domingo, 14 de dezembro de 2014   -     Foto: Campos 24 Horas

Suledil capa 2Apesar de todo o fim do ano ser propício à elevação das vendas no período de Natal, a indústria volta a sinalizar o caminho da crise econômica nacional, com o fraco desempenho da produção e o pessimismo de empresários.

O secretário de Controle e Orçamento, Suledil Bernardino, explica que essa semana foram divulgados novos números que obrigam “o brasileiro a entender que o ano de 2015 será o de uso da razão no lugar da emoção no que se refere às finanças”. (Leia mais abaixo)

O professor cita os dados de que o emprego na indústria voltou a cair em outubro, com o número de pessoas ocupadas no setor a sétima taxa negativa seguida, segundo o IBGE. “A indústria completou, em outubro, 37 meses consecutivos nos quais as demissões superam as contratações”, frisa Suledil.

A indústria automobilística, um dos setores mais afetados e de maior empregabilidade, está praticamente paralisada, “em função das férias coletivas dadas aos seus trabalhadores no mês de dezembro”. Suledil lembra que os estoques de veículos produzidos estão encalhados nos pátios das montadoras, cerca de 400 mil veículos.

- As revendedoras autorizadas, que possuem contrato de cotas, estão desesperadas para fechar o ano, pois não conseguem manter o ritmo de venda, principalmente no momento de troca de modelo e ano de veículo -, pondera o secretário de Controle.

Passando o período natalino, complementa Suledil, há uma forte tendência de geração de demissões em outros setores da economia, principalmente, o comércio, afetado pela taxa de juros praticada pelo País, medida econômica para conter o crescimento da inflação, que deverá bater o teto da meta, 6,5%.

E o cenário pode ser ainda mais grave e severo para 2015, em função do que está sendo convencionado Contra-choque do Petróleo. “Enquanto em 1974 e 1979, os dois choques anteriores foram para elevar o preço internacional do barril de petróleo, agora o contra-choque é para tombar os preços, com os produtores árabes buscando inviabilizar o crescimento da produção de energia com base no xisto nos Estados Unidos e o pré-sal no Brasil”, diz Suledil. (Leia mais abaixo)

- Para se ter uma noção dessa guerra entre os produtores de diferentes nações, iniciada em junho, o preço do barril do petróleo já teve uma queda de 41%, saindo de 115 dólares para 64 dólares, levando à asfixia as economias de estados e municípios brasileiros com as receitas oriundas do petróleo – enfatiza Suledil.

A prefeita Rosinha Garotinho tem feito reuniões permanentes com os seus secretários de governo e equipe, com o Conselho de Desenvolvimento Sustentável (Comudes), com a Organização dos Municípios Produtores de Petróleo (Ompetro), com representantes da sociedade civil, para apresentar as perdas projetadas para 2015 em função da crise nacional e as medidas que foram adotadas pelo município para enfrentar o quadro com responsabilidade, rigor fiscal e a melhor aplicação dos recursos públicos.



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