Pandemia de covid-19 está 'longe de ter terminado', diz OMS

A OMS alertou que poderá ser alcançado um nível de mortalidade "quatro ou cinco vezes maior do que em abril" se as restrições forem suspensas prematuramente


  • 16/10/2020, 11h44, Foto: Christopher Black/AFP.

A covid-19 "está longe de terminar", alertou Maria Van Kerkhove, responsável pelo gerenciamento da pandemia na Organização Mundial da Saúde (OMS).

Em entrevista à AFP em Genebra, a cientista americana pediu que as pessoas se "preparem mentalmente", porque o novo coronavírus "ficará conosco por um tempo". (Leia mais abaixo)

Ela também alertou que "desentendimentos" na ciência e na política tornam "ainda mais difícil" o combate ao coronavírus, que deixou 1,09 milhão de mortos e mais de 38,5 milhões de infectados no mundo, segundo balanço da AFP.

O diretor da seção Europa da OMS, Hans Kluge, anunciou que "aumenta o número de casos diários, as internações também. A covid já é a quinta causa de morte e já foi atingido o nível de 1.000 mortes por dia".

Com base nessas projeções, a OMS alertou que poderá ser alcançado um nível de mortalidade "quatro ou cinco vezes maior do que em abril" se as restrições forem suspensas prematuramente.

Os países, contudo, se preocupam com a recessão causada pela pandemia e a forma como ela afeta a vida social e cultural, os esportes, o mundo do trabalho, os sistemas de saúde e até as campanhas eleitorais.

- Museus, recessão, eleições e pobreza América Latina e Caribe é a região com mais óbitos no mundo, com mais de 373.000 mortes e 10 milhões de infecções. (Leia mais abaixo)

O Peru, que iniciou uma reabertura gradual de museus e sítios arqueológicos, anunciou nesta quinta-feira que sua economia sofreu uma contração de 9,8% em agosto em relação ao mesmo mês de 2019, enquanto o PIB caiu 15,66% nos primeiros oito meses do ano. Ainda assim, esta é a menor queda mensal desde que o país declarou uma emergência sanitária em março.

Enquanto isso, a Costa Rica informou que a pobreza (renda mensal inferior a 80 dólares) atingiu 26,2% das famílias, o nível mais alto em quase três décadas. A pobreza extrema alcançou 7% das famílias. O aumento coincide com a forte alta do desemprego, que passou de 12,3% antes de março para 23,2% no trimestre junho-agosto.

Fonte: Correio Braziliense



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