Países discutem aquecimento global

Um novo texto poderá ser analisado pela comunidade internacional nas próximas horas deste sábado (13)


sábado, 13 de dezembro de 2014   -   Foto: Divulgação aquecimentoglobalA Conferência do Clima em Lima (COP 20), que deveria ser encerrada nesta sexta-feira (12), continuará os trabalhos este sábado (13), sem sinal de medidas ambiciosas contra o aquecimento global. As discussões foram prolongadas madrugada adentro, até depois das 3h, no horário local, mas vários itens ainda não foram discutidos. Um novo texto poderá ser analisado pela comunidade internacional nas próximas horas. A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, não escondeu a decepção com o rumo das negociações. Segundo ela, o rascunho analisado até agora é “frouxo”. Izabella reuniu-se na noite de sexta-feira com a delegação francesa, reivindicando que o país assume uma forte liderança nas negociações do ano que vem, em Paris. A expectativa inicial do evento era que os negociadores sairiam do Peru com o esboço de um texto contundente, que seria assinado por chefes de Estado na capital francesa em dezembro de 2015. Anfitrião da COP 20, o ministro peruano do Meio Ambiente, Manuel Pulgar Vidal, não descartou o lançamento de um novo documento na manhã deste sábado. Segundo ele, o texto não seria perfeito, mas que poderia romper o impasse histórico entre países desenvolvimentos e em desenvolvimento. Há anos os dois grupos discutem sobre que papéis devem desempenhar no corte das emissões de gases-estufa. As nações em desenvolvimento pedem recursos para o Fundo Climático Verde, que deveria receber US$ 100 bilhões por ano até 2020. A verba seria usada para ações de mitigação e adaptação contra o aquecimento global. Este ano, no entanto, apenas US$ 10 bilhões foram depositados na conta da ONU. — Estamos deixando muitas coisas grandes para Paris — lamentou um delegado na madrugada deste sábado a agências internacionais. Entre os temas em aberto estão como lidar com a perspectiva de novas enchentes, ondas de calor, secas e o aumento do nível do mar. Maior emissora de gases-estufa do mundo, a China resiste a concordar com metas ambiciosas. Por enquanto, a potência asiática restringiu-se a divulgar que atingiria o pico das emissões de poluentes até 2030. No mesmo ano, pelo menos 20% de sua economia será movidas por fontes de energia renovável. As medidas, porém, não são consideradas suficientes. Ambientalistas afirmam que “empurrar” as soluções para daqui a 15 anos pode ser tarde demais. Os países em desenvolvimento protestaram esta sexta-feira contra a falta de investimentos emergenciais para mitigação e adaptação ao aquecimento global. A preocupação é maior entre os Estados insulares no Pacífico. Na região, o aumento do nível do mar já fez com que alguns governos comprassem terras em outras nações.



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