
Países do Pacífico aproveitaram a reunião preparatória para a COP31, realizada em Nadi, em Fiji, para cobrar mais apoio internacional às nações mais afetadas pelas mudanças climáticas. A cúpula global patrocinada pela ONU será realizada na Turquia no próximo mês.
A região está entre as mais vulneráveis ao aquecimento global, com a elevação do nível do mar ameaçando moradias e temperaturas mais altas provocando branqueamento de corais.
O primeiro-ministro de Papua-Nova Guiné, James Marape, classificou o tema como uma questão de moralidade e afirmou que países com fronteiras soberanas correm o risco de deixar de existir por decisões tomadas em outros lugares.
Segundo relatório da ONU citado pela AFP, países em desenvolvimento precisam de US$ 310 bilhões a US$ 365 bilhões para adaptação, mas dispunham de US$ 26 bilhões em financiamento em 2023. A Facilidade de Resiliência do Pacífico pretende levantar US$ 500 milhões, porém recebeu compromissos de menos da metade desse valor. Fiji anunciou aporte adicional de US$ 10 milhões.
A ministra do Clima de Fiji, Lynda Tabuya, defendeu a simplificação da estrutura de financiamento para acelerar a liberação dos recursos. Ela destacou que os países do Pacífico estão entre os menores emissores, embora sofram impactos desproporcionais.
A Austrália informou que investirá 3 milhões de dólares australianos, equivalentes a US$ 2 milhões, em projetos de estradas e comunicações em Papua-Nova Guiné, Fiji, Kiribati e Tuvalu. O ministro australiano do Clima, Chris Bowen, disse que os recursos apoiarão a adaptação, especialmente em áreas costeiras afetadas por erosão e elevação do mar.
Os líderes também defenderam a meta de limitar o aquecimento global a 1,5°C acima dos níveis pré-industriais. Em Tuvalu, que planeja uma eventual realocação de seus 10,6 mil habitantes, autoridades visitaram áreas expostas aos efeitos da mudança climática.
Fonte original completa: France 24/AFP.