A última data para que o governo do Rio de Janeiro faça os pagamentos do Supera RJ é esta quinta-feira (31). Em julho, foi anunciado o fim do benefício — o programa de auxílio de renda criado pelo Governo do RJ na pandemia.
No entanto, mesmo com o fim da pandemia, ainda havia inscritos esperando as primeiras mensalidades. Alguns relataram que recentemente o valor apareceu no extrato, mas que horas depois o dinheiro não estava mais na conta. (Leia mais abaixo)
Agosto foi o último mês do bônus, mas alguns não recebiam desde abril. O acordo feito com o governo previa ainda que os valores que estavam nas contas poderiam ser sacados em até 90 dias.
A coordenação do programa afirmou que houve um erro no sistema de pagamentos e que os valores serão novamente creditados até o fim desta quinta (31).
Depois desse prazo, os eventuais depósitos que não forem sacados pelos usuários vão retornar ao Tesouro. As regras serão definidas pela Secretaria Estadual de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos.
A Defensoria Pública do RJ era contra a extinção do programa. A pasta defendeu ainda que os municípios fluminenses incluíssem os atendidos pelo benefício em outros programas através do CadÚnico.
"Enviamos uma recomendação para o governo em julho desse ano solicitando que o benefício fosse mantido até dezembro, como era previsto. Se não possível, que fosse restabelecido outro benefício assistencial permanente (Leia mais abaixo)
desvinculado da pandemia", destaca a defensora pública Raphaela Jahara. Os beneficiários que ainda assim não receberem o pagamento podem procurar a Defensoria Pública para tomar as medidas possíveis.
O programa O Supera RJ foi criado para ajudar pessoas em situação de vulnerabilidade num dos momentos mais críticos da pandemia de Covid, em março de 2021.
A ideia era destinar, todo mês, R$ 200 para quem precisa. Os adultos com até dois filhos teriam que receber um acréscimo de R$ 50 para cada criança.
Desde o lançamento, o programa acumula uma série de problemas. Foram muitas queixas de atrasos no recebimento do cartão e nos pagamentos.
Uma auditoria do Tribunal de Contas do Estado também apontou que houve depósitos para servidores públicos, presidiários e pessoas mortas. (Leia mais abaixo)
O TCE concluiu ainda que até o dono de um avião recebeu o benefício.