
O show do Padre Max Barreto encerrou a 285ª edição da Festa de Santo Amaro, padroeiro da Baixada Campista, na noite desta segunda-feira (15). A festa foi organizada pela igreja local e teve o apoio da Prefeitura de Campos, através da Superintendência de Entretenimento e Lazer, Guarda Civil Municipal, Secretaria de Saúde, Superintendência de Postura, Limpeza Pública e Instituto Municipal de Trânsito e Transporte e (IMTT).
— Sempre gostei de cantar. Na igreja percebi em algumas comunidades a dificuldade das pessoas e resolvi cantar para animar as celebrações. Mas fui incentivado a continuar e aí surgiu o primeiro “CD Servo por amor”. A experiência deu certo, surgiram os shows e ao completar 10 anos de ordenação gravei o DVD Padre Max: 10 anos de ministério — conta o padre.
Dezenas de pessoas acompanharam a apresentação. Entre os espectadores, o autônomo Antônio Carlos Araújo, de 58 anos, morador da Baixada Campista. “Desde menino participo de todas as festas, aprendi com os meus pais a respeitar esse universo de crença. E é muito forte. É sagrado vir todos os anos e acompanhar essa demonstração de fé”, disse.
Padre Max Barreto e Banda se preparam para gravação do próximo trabalho, no Cristo Redentor, no Rio de Janeiro. “Uma carreira de muitos sonhos, projetos, mas sem esquecer a missão sacerdotal. Quero através da carreira musical levar a mensagem do evangelho e promover uma igreja que anuncia o Cristo”, completou.
288 anos de tradição: cavalhada emociona em mais uma edição

A tarde desta segunda-feira, 15 de janeiro, foi marcada pela tradicional Cavalhada de Santo Amaro, no distrito de mesmo nome. Centenas de pessoas se reuniram para assistir à dramatização da batalha entre mouros e cristãos, que disputaram território por centenas de anos. Há 288 anos encenada em Campos, o ritual é passado de pai para filho, ano a ano.
De um lado, doze cavalheiros cristãos se vestem de azul e, do lado contrário, doze cavalheiros simbolizam os mouros vestidos de vermelho. Os cristãos são os vencedores da batalha que aconteceu na Península Ibérica após 800 anos de dominação moura. Em Campos, a disputa de credos dá lugar a uma tradição íntima, que marca a vida dos moradores de Santo Amaro. Welligton Henrique tem 37 anos e participa do espetáculo desde os nove. Há dois anos se tornou capitão dos cristãos, posto herdado de seu pai, Miguel Henrique, que parou de cavalgar aos 61 anos. Através da passagem de gerações, a cavalhada de Santo Amaro se mantém.
— Meu bisavô era cavalheiro, meu pai também. Participo da cavalhada desde meus nove anos. Meu pai era capitão dos cristãos e passou o posto para mim. Meu filho de 16 anos é cavalheiro também. Para nós é uma honra poder manter a tradição que faz parte de todos nós, que somos crias de Santo Amaro — disse Welligton.
Na Cavalhada, 24 homens cavalgam durante a encenação, mas as jovens começam a querer participar mais ativamente da festa. É o caso da filha de Welligton, que também é apaixonada pelo festejo. Em 2018, ela veio à frente dos cavalheiros puxando o desfile, com a bandeira da Cavalhada.“Minha filha de 15 queria cavalgar, mas a tradição é de que sejam homens encenando a batalha. Preparamos, então, a bandeira de Santo Amaro e, na abertura da Cavalhada, ela veio à frente de todos os cavalheiros”, contou.
A primeira encenação da Cavalhada aconteceu em 1730, porém a apresentação nos moldes que acontece nos dias atuais só passou a acontecer a partir de 1735. Quem esteve em Santo Amaro para assistir o evento também participou de momentos de emoção, como foi o caso da auxiliar de serviços gerais Ana Cristina dos Santos, de 40 anos, que há mais de 10 anos acompanha da tradicional festa. "É tudo muito especial, fico encantada com toda a programação. É uma tradição que não pode se perder", comentou.
O aposentado José Gomes, de 68 anos, também prestigiou o evento. "A festa de Santo Amaro é sempre boa e esse ano não poderia ser diferente. É um momento para curtir a família, cultivar a tradição e renovar a fé", disse.
A festa de Santo Amaro tem apoio da superintendência de Entretenimento e Lazer, superintendência de Fiscalização de Posturas, secretaria de Saúde e Guarda Civil Municipal.
Fonte: Comunicação/PMCG