
Aos 44 anos, a guarda municipal Márcia Teixeira teme pelo seu futuro. Em tratamento de um câncer, a servidora não sabe o que fazer diante do fim do convênio entre a Caberj, uma das operadoras de plano de saúde do município do Rio, e o Previ-Rio. Segundo ela, a opção apresentada para Prefeitura, de migrar o seu plano para a ASSIM não será o bastante. Marcia já foi informada pelos seus médicos, e pela clínica que utiliza, que ASSIM não cobre o tratamento dela.
— Estão nos deixando desamparadas. É um descaso total. Cheguei ao Previ-Rio para ter informações e sai daqui com mais dúvidas. Quero saber como vou ser assistidas para seguir com a minha quimioterapia. Não é algo simples — disse ela, que depende do tratamento continuado para a regressão da doença.
O caso de Márcia não é o único. Ela contou que um grupo foi formado no Whatsapp com servidores na mesma condição. Todos estão preocupados com a mudança de operadora.
— É uma situação surreal, pois abriram um prazo para migração de menos de um mês — disse ela.
O Previ-Rio, por sua vez, explicou que o caso de Márcia, e de outros servidores com tratamentos mais complexos, serão tratados pela ASSIM de forma separada. A operadora fará uma “auditoria” sobre cada caso para saber onde cada servidor trata sua doença. ASSIM vai convidar essas clínicas e médicos para que se credenciem à operadora, e mantenham o tratamento. O Previ-Rio não informou, porém, o prazo para a conclusão dessa avaliação.
— Está claro que este tema requer a intervenção do Ministério Público. Os tratamentos continuados precisam ser mantidos para amenizar até a migração de operadora — disse a professora do Instituto de Estudos em Saúde Coletiva da UFRJ, Lígia Bahia.
Fonte: Extra