Oscar Schmidt: Veja fotos da carreira, de vitória histórica sobre os EUA a partida contra Michael Jordan

Após 15 anos do diagnóstico de câncer no cérebro, o ídolo do basquete brasileiro, Oscar Schmidt, morreu nesta sexta-feira (17). Ele foi levado ao hospital depois de um mal-estar.


  • 17/04/2026, 17h17, Foto: Divulgação.

A morte de Oscar Schmidt, um dos maiores nomes da história do basquete brasileiro, foi confirmada nesta sexta-feira (17), aos 68 anos, após um mal-estar.

Conhecido como “Mão Santa”, ele marcou época no esporte. (Leia mais abaixo)

Veja fotos da trajetória da lenda do esporte

Nascido em 16 de fevereiro de 1958, em Natal, Oscar Schmidt começou no esporte influenciado pela família militar. Inicialmente interessado no futebol, migrou para o basquete ainda adolescente, após se mudar para Brasília, onde deu os primeiros passos em clubes da capital, o Clube Unidade da Vizinhança.

Aos 16 anos, Schmidt se mudou para São Paulo e se destacou a ponto de ser convocado para a seleção brasileira juvenil. O desempenho o levou rapidamente à equipe principal da Seleção Brasileira de Basquete, com a qual foi campeão sul-americano e conquistou o bronze no Mundial de 1978, nas Filipinas.

Após se destacar pela Seleção Brasileira de Basquete, Schmidt foi levado pelo técnico Cláudio Mortari ao Sírio, onde conquistou, em 1979, a Copa William Jones, o Mundial Interclubes. No ano seguinte, disputou sua primeira Olimpíada, em Moscou, e marcou 169 pontos na campanha que terminou com o Brasil em 5º lugar.

Depois de três anos no Sírio, Oscar Schmidt se transferiu para a Itália, onde atuou entre 1982 e 1993. Com passagens por Juvecaserta e Pavia, consolidou-se como um dos principais cestinhas do basquete europeu. (Leia mais abaixo)

No país, somou 13.957 pontos e se tornou o primeiro jogador a ultrapassar a marca de 10 mil pontos no Campeonato Italiano; em uma partida pelo Fernet Branca, chegou a marcar 66 pontos, um dos maiores registros em um único jogo.

Nesse mesmo período, o atleta fez história pela Seleção Brasileira de Basquete. Oscar Schmidt participou da vitória histórica sobre a Seleção Universitária dos Estados Unidos por 120 a 115, em Indianápolis, e conquistou o ouro nos Jogos Pan-Americanos de 1987. Oscar foi o cestinha da partida com 46 pontos.

Para além da vitória sobre os EUA, Schmidt também promoveu um encontro de lendas do basquete. Em jogo comemorativo na Itália, a lenda brasileira travou uma partida contra Michael Jordan — atleta que é referência mundial no basquete.

Logo após a Itália e um ano após disputar os Jogos de Barcelona 1992 Olympics, em que foi novamente o cestinha, Schmidt se transferiu para o Fórum, de Valladolid. Na Espanha, voltou a se destacar e inspirou até o livro “Jugar como Oscar”, do escritor Felix Angel.

Em 1995, Oscar Schmidt voltou ao Brasil para atuar pelo Corinthians, onde conquistou, em 1996, seu oitavo título nacional. No mesmo ano, disputou sua quinta e última Olimpíada, em Atlanta 1996 Olympics, igualando o recorde de participações ao lado de Teófilo da Cruz e Andrew Gaze. Na edição, foi cestinha pela terceira vez e se tornou o maior pontuador da história dos Jogos. (Leia mais abaixo)

De volta ao país, ainda passou por Banco Bandeirantes, Mackenzie e Flamengo, onde atingiu uma de suas marcas mais expressivas: tornou-se o maior cestinha da história do basquete, superando Kareem Abdul-Jabbar. Ele encerrou a carreira em 2003.

Carreira após as quadras - Após se aposentar, Oscar Schmidt passou a atuar como palestrante, com mais de mil eventos realizados pelo país, e recebeu cinco prêmios Top of Mind.

Fonte: g1



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