03/02/2017 09h59 | Foto: Divulgação

A Medicina Veterinária a cada ano busca e aprimora formas de tratamentos alternativos e/ou complementares para as diversas doenças que acometem os animais. Neste contexto, temos a Acupuntura, ramo da Medicina Tradicional Chinesa (MTC) que a cada ano que passa ganha adeptos e profissionais capacitados para executá-la como mais uma alternativa em busca da saúde e bem-estar dos animais.
O termo Acupuntura tem origem no latim acus, que significa agulha, e pungere, que significa espetar, perfurar. Consiste na inserção de agulhas e/ou transferência de calor em áreas definidas da pele, chamadas acupontos. Tendo como principais objetivos, a introdução, mobilização, circulação e o desbloqueio de Energia, promovendo a harmonização, o fortalecimento dos órgãos, vísceras e do corpo, consequentemente tratando ou prevenindo doenças.
A acupuntura veterinária é tão antiga quanto à acupuntura humana, porém seu marco histórico se deu na década de 70 e ao longo do tempo foi sendo estruturada através da criação de associações e cursos de formação específica na área e atualmente já é considerada um das especialidades da Medicina Veterinária.
Além das tradicionais agulhas, outros métodos podem ser utilizados: eletro acupuntura, moxabustão, laserpuntura, implantes entre os mais comuns, que serão escolhidos de acordo com o caso pelo Médico Veterinário Acupunturista.
Como principais indicações: promoção de analgesia (tratamento da dor), regulação das funções orgânicas, casos de desordens neurológicas e motoras como, por exemplo, as paralisias por doenças degenerativas no disco intervertebral as chamadas discopatias, doenças que afetam a coluna (cervical, toracolombar, lombar, lombossacra) e que normalmente levam ao quadro clínico de paralisia/paresia. Animais que ficam paraplégicos ou até mesmo tetraplégicos, muito comum em cães da raça dachshund o popular “salsichinha”. Outras doenças para as quais o clínico veterinário pode recomendar a acupuntura ,quer seja como tratamento auxiliar e complementar ou como recurso quando a terapia convencional não obteve sucesso: osteoartrites, epilepsia, sequelas de cinomose, incontinência urinária e/ou fecal, problemas dermatológicos etc.

É indicada para animais de qualquer espécie, idade e sexo, não causa dor, nem reações adversas e quando comparado às demais modalidades de tratamento o custo é relativamente baixo. Pode ser recomendado juntamente com o tratamento alopático convencional e a duração do tratamento vai depender da doença tratada, do seu grau de gravidade, e da resposta do paciente ao tratamento. No entanto é necessário que seja realizada por um Médico Veterinário capacitado, somente um Médico Veterinário devidamente qualificado na área de Acupuntura poderá utilizar as técnicas da Medicina Tradicional Chinesa (MTC).
Quando um animal adoece, o primeiro profissional a ser procurado deverá ser o Médico Veterinário clínico que avaliará o animal, diagnosticará a doença e determinará a melhor forma de tratamento e, sendo uma doença passível de ser tratada pela Acupuntura, ele poderá encaminhar seu animal a um Acupunturista devidamente habilitado, experiente e capacitado.
Médica Veterinária: Francimara de Araújo Mariano
CRMV/RJ5060