

(Vídeo da entrevista ao final do texto) Postado por Fabiano Venancio - Setor de maior dotação orçamentária do município, com R$ 763,6 milhões no próximo ano, a Saúde de Campos comemora avanços palpáveis alcançados neste ano e projeta avançar ainda mais em 2023 com um orçamento 17% maior. Em entrevista exclusiva ao jornalista Fabiano Venancio, do Campos 24 Horas, o médico Paulo Hirano, titular da pasta, fez um balanço positivo do conjunto realizações do governo Wladimir Garotinho/Frederico Paes e anunciou que o planejamento para o novo ano é concluir as inúmeras ações em curso e concentrar ainda mais esforços na atenção básica e na reabertura das unidades básicas de saúde. “É notório o avanço que tivemos na área da Saúde, e a população tem esta percepção, a começar pela reestruturação das unidades básicas de saúde. Quando assumimos o governo, o Hospital Geral de Guarus (HGG) tinha que ser fechado, já que não havia condição alguma de funcionar porque chovia mais dentro que fora do prédio. Fizemos um novo teto agora todo reformado evitando que chovesse dentro das instalações como ocorria antes”, disse o secretário.
NOVO HGG - Quanto ao estágio das obras, Paulo Hirano projetou que o novo HGG deve ser concluído dentro de um ano e meio. “O novo pronto-socorro agora está uma maravilha em termos de estrutura e equipamentos e as outras obras internas estão avançando em ritmo bastante acelerado. O novo pronto socorro foi feito desde o inicio porque só tínhamos uma estrutura, que inclusive deixada pela ex-prefeita Rosinha mas ficou parada durante todo esse tempo todo e se degradando cada vez mais. E a parte interna do hospital, creio que a gente vá entregar o restante dentro de um ano ou um ano e meio no máximo”. (Leia mais abaixo)
FERREIRA MACHADO - As obras físicas do atual governo, lembra Paulo Hirano, não se restringem ao HGG, feitas em parceria com o governo estadual. O Hospital Ferreira Machado também foi contemplado. “Nesta mesma toada nós reformamos muitas áreas do Ferreira Machado, com novas salas de cirurgias, uma nova imagem nos corredores, outros departamentos, até que reformulamos o fluxo no atendimento com maior celeridade e rapidez na definição de procedimentos sobre cada paciente. Assim conseguimos atingir 500 dias sem paciente no corredores do hospital”, lembra.
FIM DAS FILAS NOS CORREDORES - O segredo da eliminação das degradantes cenas de pacientes à espera de atendimento nos corredores é explicada pelo secretário municipal de Saúde. “Nós construímos um novo modelo de gerenciamento operacional para um atendimento com uma resolutividade mais célere e de maior rapidez. O doente chega, rapidamente é feito um diagnóstico de forma a definir logo o que se vai fazer com ele. Se o problema é clinico, se vamos internar, transferir ou operar. Isso culminou no esvaziamento do corredor que eternamente vivia cheio de pacientes. Foi o resultado de um modelo de gerenciamento com o envolvimento de todos funcionários, equipes operacionais”, contou.
EQUIPAMENTOS - O rol de realizações na Saúde inclui também a aquisição de equipamentos internoas para as unidades hospitalares e básicas de saúde.
“Afora as obras físicas nós reestruturamos o mobiliário de nossas unidades, com a compra de equipamentos importantes para melhorar o atendimento; adquirimos dois tomógrafos, um para o Hospital São José, outro no Ferreira Machado; também fizemos a aquisição de equipamentos usados durante cirurgias mais complexas dando uma qualidade maior ao procedimento cirugico; assim como trouxemos o aparelho de digitalização do Raio X que pode ser visualizado em qualquer uma de nossas unidades. Vamos abrir este modelo para todas nossas redes urgência e emergência a fim de que possamos ter uma central de laudos disponibilizados imediatamente. Igualmente adquirimos duas torres com seis tubos de endoscopia baixa e seis de baixa para que nossa população seja melhor assistida”.
REABERTURA DAS UBS - O titular da área da Saúde ainda enfatiza como marco importante da atual gestão a reabertura de 26 das 46 unidades básicas de saúde no município. “Encontramos 46 unidades básicas de saúde fechadas, já reabrimos 26. Não foi possível reabrir a totalidade ainda não porque não houve tempo hábil pra isso. Mas algumas estão prestes a serem inauguradas, o que não depende apenas de nós, já que a Enel não conseguiu fazer a ligação da eletricidade de algumas delas”. (Leia mais abaixo)
CLÍNICA DA CRIANÇA - Outro ganho importante do setor foi a instalação da Clínica da Criança, onde funcionou o PU de Guarus. “Abrimos a Clínica da Criança, um passo importante na qualidade de nosso atendimento pediátrico, descentralizando a assistência em dois polos: um no Hospital dos Plantadores de Cana e outro no antigo PU de Guarus, dois polos referenciais com atendimento permanente a qualquer hora do dia ou da noite. O pai ou responsável agora sabe onde procurar onde a criança será atendida, isso traz mais segurança e traquilidade. É desesperador a gente com uma criança febril ou passando mal no colo sem saber para onde ir”.
FORÇA TAREFA – Os índices nacionais imunização de poliomielite, sarampo e outras doenças-, entre 50% a 60% em todo pais, foi um fenômeno que afetou também Campos. “Nós não ficamos fora deste contexo nacional. Tínhamos 56% de parcentual de vacinação, mas graças a uma força-tarefa, chegamos agora a 96%. Fizemos uma busca ativa e, com um monitoramento rápido, nossas equipes foram vacinar as pessoas em suas casas. Foi preciso uma campanha muito forte com um chamamento à sociedade civil envolvendo segmentos religiosos, educacionais e do comércio. Avançamos em nosso planejamento com horários estendidos quer fosse nos dias uteis ou mesmo nos finais de samana”.
— Cobramos muito dos pais esta adesão à campanha que fizemos porque nossos índices também estavam muito abaixo do necessário. Envolvemos também o Ministério Público nesta ação, houve uma resposta muito significativa e hoje posso dizer que estou muito feliz com isso porque avançamos e me sinto muito seguro porque nossas crianças estão protegidas.
COVID AINDA ASSUSTA - A Covid 19 ainda assusta, apesar da redução dos números de casos e óbitos, na avaliação do secretário. “A Covid assusta porque a pandemia ainda não acabou. Porque o que está provado cientificamente é que os pacientes mais vulneráveis acometidos com a nova cepa são os que não se vacinaram de forma completa com as doses de reforço, principalmente os idosos e os imunocomprometidos acima de 60 anos. Estes obrigatoriamente tem que tomar as quatro doses e, se tiver uma comorbidade importante, deve tomar uma quinta vacina que já se encontra disponível”, recomendou.
NOVA VACINA - A novidade em relação à Covid, conta Paulo Hirano, é a nova vacina chamada ambivalente que começou chegar ao Brasil, mas ainda não foi distribuiida para Campos. O secretário esclareceu que a ambivalente não serve para quem não tomou as outras doses. (Leia mais abaixo)
“É uma vacina da Pifizer encomendada pela Anvisa que não recebemos ainda. Todas as primeiras primeiras gamas de vacinas foram produzidas em cima da cepa original. Após a original e as que surgiram depois como a ultima maior contágio é a Omicron. Esta é diferente produzida para duas cepas, a original e a omicron, com uma capacidade maior de imunização. Lembrando que esta é uma vacina que só tem efeito em quem já tomou as outras doses”.
MUTIRÕES - Hirano completa afirmando que a Covid-19 estagnou a assistência a população com o agravamento de doenças pré-existentes que evoluíram para uma situação que exigiu da Saúde um esforço extra.
— Não apenas por conta da pandemia em si, mas por decisões do governo anterior. Foram doenças e exames que ficaram represados em sua assistência. Então nos reunimos com o prefeito Wladimir Garotinho e chegamos a conclusão sobre a necessidades de se fazer multirões. O primeiro mutirão foi em novembro do ano passado quando nos compeometemos em fazer em 100 dias em torno de 40 mil procedimentos, mas em menos desse período atingimos 44.866 procedimentos. Foi algo assim fantástico. Abrimos as portas para procedimentos desde consultas a exames, cirurgias e tratamentos clínicos.
Paulo Hirano explica as consequências do represamento assistencial de muitas destas doenças durante a Covid, que se agravaram bastante em razão da ausência de atendimento por conta da pandemia.
— Quando você identifica logo qualquer tipo de patologia e trata, é diferente. Doenças crônicas como diabetes e hipoertensão, quando você não trata adequadamente elas culminam em complicações severas. O diabético pode perder a visão, o rim dele para de funcionar e, às vezes, tem que se amputar um membro. O hipertenso quando não se trata, no final ele infarta ou seu corfação fica fraco com insuficiência cardíaca então a gente precisa intervir. É diferente quando se faz o tratamento é adequado. (Leia mais abaixo)
Outros mutirões se sucederam. “Em março fizemos um mutirão de tomografia e ressonância, foram 6 mil exames. Depois fizemos um mutirão de cirurgia de cabeça e pescoço, e logo após de cirurgia gerais incluindo hérnia e vesícula, etc. procedimentos urológicos. Nestes mutirões tivemos como promover uma assistência especifica em situações e casos de enfermidade que estavam demasiadamente represados e requeriam cuidados especiais”.
PROJEÇÕES PARA 2023 – No próximo ano a meta é avançar mais, se compromete Paulo Hirano, com ênfase no atendimento à atenção básica, através da Estratégia da Saúde da Familia, que visa desafogar os principais hospitais do município.
— Ainda temos como prioridade maior continuar abrir as unidades de saúde que estavam fechadas, assim como vamos fazer uma reformulação na atenção básica, aumentando a cobertura pela Estrategia da Saúde da Familia. Quando você falha na atenção básica na identidicação e intervenção destas doenças, com o agravamento delaa, as pessoas vão para as portas das urgências, o que aumenta a demanda nos principais hospitais que ficam sobrecarregados.
Segundo o secretário já há cadastrados 25 médicos na Estratégia de Saúde da família promovido pelo Ministério da Saúde. “O modelo deste programa já vamos inserir no sistema do Ministério com a formatação destas equipes que iremos distribuir geograficamente nas áreas de maior necessidade do município. Vamos buscar o paciente em casa, levando o medicamento e cuidando dele em sua residência”, explicou.
Por fim, o secretário Paulo Hirano destacou também a importância a novidade no atendimento emergencial aos pacientes com suspeita de infarto. (Leia mais abaixo)
— Vamos ter avanços no atendimento precoce na angioplastia primária. Será o atendimento paciente que está com sinais de enfarte, quando é vital o atendimento no primeiro momento para evitar complicações mais sérias. O paciente vai ser atendido na ponta. Por exemplo, se ele sentiu-se no local mais distante, como o Farol, a gente faz o eletrocardiograma, imediatamente o exame é enviado para a central. Se ele demonstrar características clinicas de insuficiência cardíaca, a gente faz a conexão com a equipe da hemodinâmica, ele não precisa ficar aguardando, é logo levado em uma ambulância UTI, se necessário toma ali um medicamento, sendo é transferido para o serviço de hemodinâmica de um hospital conveniado — finalizou. Vídeo da entrevista abaixo: