Oposição reage a decreto que amplia poderes de Janja

Parlamentares acusam Lula de criar 'privilégios' para a primeira-dama e protocolam projetos para barrar a medida


  • 13/10/2025, 16h06, Foto: Ricardo Stuckert / PR.

A oposição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva se mobiliza contra um decreto que altera a estrutura do gabinete da Presidência da República. O texto prevê “apoio ao cônjuge” do presidente no “exercício das atividades de interesse público”. Na prática, o decreto permite que a primeira-dama do Brasil, Janja da Silva, utilize recursos e funcionários do gabinete para atividades públicas.

Embora não ocupe cargo oficial, ela poderá organizar eventos, elaborar pronunciamentos e solicitar mudanças nas residências presidenciais. (Leia mais abaixo)

Em 2024, Janja já mantinha um “gabinete informal”, com ao menos 12 servidores para suas agendas, segundo o jornal O Estado de S. Paulo. A atuação da primeira-dama é alvo de críticas da oposição e até de integrantes do próprio governo. Desde o início do mandato de Lula, ela protagonizou episódios públicos polêmicos, como o mal-estar com o ditador da China, Xi Jinping.

Projetos de lei contra aumento de privilégios de Janja - Em reação ao novo decreto, os deputados Luciano Zucco (PL-RS), Rodrigo Valadares (União-SE), Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), Nikolas Ferreira (PL-MG) e André Fernandes (PL-CE) apresentaram projetos de decreto legislativo (PDL) para sustar a medida. (Leia mais abaixo)

“Lula assinou um decreto criando uma espécie de ‘gabinete paralelo’ para a primeira-dama”, escreveu Nikolas em sua conta no X. “Servidores públicos agora poderão ser designados para assessorá-la em suas ‘atividades oficiais’. Em vez de reduzir a máquina pública, o governo prefere ampliá-la.”

Em vídeo publicado nas suas redes sociais, Zucco também comentou o assunto. “Lula quer aumentar impostos para o povo enquanto cria privilégios para Janja”, disse. “É um deboche com quem trabalha e paga essa conta. Protocolei um PDL pra barrar esse absurdo. O Congresso não será cúmplice.” (Leia mais abaixo)

Fonte: Revista Oeste



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