Operações contra bicho e caça-níqueis não ocorrem desde 2013

De 2013 até hoje, a fonte secou: nenhuma operação foi desencadeada em combate à contravenção no estado desde então


09/11/2016        14h49        |    Foto: Divulgação  gaecoDe 2007 a 2013, promotores, agentes da PF e da Polícia Civil precisavam ter criatividade para batizar operações contra quadrilhas que exploram o jogo do bicho, caça-níqueis e bingos clandestinos no Rio. No período, foram sete operações — uma média de uma por ano — que botaram atrás das grades mais de 200 pessoas, entre chefões, arrendatários, policiais e até magistrados. De 2013 até hoje, a fonte secou: nenhuma operação foi desencadeada em combate à contravenção no estado desde então. Houve algumas iniciativas isoladas para que as investigações prosseguissem. Em 2011, após o fim da operação Furacão, procuradores que atuaram no caso pediram à Polícia Civil que elaborasse um relatório com as informações que detinha sobre exploração de máquinas caça-níquel. A Chefia de Polícia, à época, atendeu ao pedido e enviou ao MPF um documento em que identificava 12 áreas onde atuavam diferentes grupos com base nos selos colados nas máquinas apreendidas. No relatório, a polícia também informava que milicianos de Cordovil e Ramos já estavam atuando na contravenção. Procuradores solicitaram à PF a abertura de inquéritos para investigar cada quadrilha. Até hoje, nenhum deles foi concluído. Para a juíza aposentada Denise Frossard, primeira magistrada a condenar os chefões da contravenção, não há interesse político em combater as quadrilhas que exploram o jogo ilegal. — A contravenção anda lado a lado com o poder político, está ao lado dos poderosos. Por isso que seu combate não é prioridade — diz. Ao longo do último mês, o EXTRA também procurou o MP e a Polícia Civil para saber se há investigações em curso. A Corregedoria da Polícia Civil (Coinpol), que é a delegacia responsável pelas investigações de combate à contravenção e por apreensões de máquinas, tem um inquérito em andamento que investiga uma quadrilha que atua na Zona Sul da cidade. Um levantamento da unidade mostra que, de setembro de 2014 até setembro de 2016, foram apreendidas 1.122 máquinas, uma média de 46 por mês. Já promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) começaram, há duas semanas, uma investigação para identificar responsáveis por explorar bingos clandestinos em Niterói. No último dia 21, os investigadores descobriram que a quadrilha aceita pagamentos em cartão de crédito e débito. Numa casa que funcionava como bingo na Rua Eurico Aragão, em Piratininga, promotores apreenderam máquinas de cartão de débito e crédito em nome de uma empresa que funciona na Ilha do Governador. Fonte: Extra



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