Operação Torniquete: Polícia Civil prende liderança do Comando Vermelho ligada ao roubo de veículos

De acordo com as investigações, o narcotraficante exercia papel estratégico na articulação dessas atividades ilícitas, sendo responsável por organizar e manter o funcionamento do esquema criminoso


  • 01/05/2026, 09h14, Foto: Divulgação.

Em uma ação cirúrgica, policiais civis da 57ª DP (Nilópolis) prenderam, nesta quinta-feira (30/04), uma liderança do Comando Vermelho apontada como peça-chave na engrenagem criminosa voltada ao roubo de veículos na Região Metropolitana e na Baixada Fluminense. Ele foi capturado em um imóvel no Complexo do Chapadão, na Zona Norte do Rio. A ação, que integra a “Operação Torniquete”, contou com o apoio de agentes da Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Capital (DRE-CAP) e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core).

De acordo com as investigações, o narcotraficante exercia papel estratégico na articulação dessas atividades ilícitas, sendo responsável por organizar e manter o funcionamento do esquema criminoso. (Leia mais abaixo)

Os agentes apuraram que, entre suas funções, estavam o pagamento imediato aos executores de roubos por cada veículo levado ao Chapadão, a coordenação da retirada de rastreadores e da clonagem dos automóveis, além da intermediação de negociações com empresas de proteção veicular e seguradoras para devolução dos veículos.

Ainda segundo as investigações, o preso atuava diretamente na ligação entre criminosos e associações de proteção veicular, viabilizando o chamado “resgate” dos automóveis subtraídos. A prática contribui para a retroalimentação da atividade criminosa e fortalece a atuação de grupos envolvidos nesse tipo de negociação ilegal.

A ação faz parte da segunda fase da “Operação Torniquete”, que tem como objetivo reprimir roubo, furto e receptação de cargas e de veículos, delitos que financiam as atividades das facções criminosas, suas disputas territoriais e ainda garantem pagamentos a familiares de faccionados, estejam eles detidos ou em liberdade. Desde setembro de 2024, já são mais de 900 presos, além de cargas e veículos recuperados, avaliados em mais de R$ 52 milhões. As ações são contínuas e já ultrapassam R$ 70 milhões em pedidos de bloqueios de bens e valores.



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