Operação que prendeu ex-governador do Rio Pezão: TRF-2 anula sentença de Bretas contra sócios de empreiteira

Proprietários da JRO foram condenados pelo juiz federal no âmbito da Operação Boca de Lobo, desdobramento da Lava Jato, mesma operação que ex-governador do Rio de Janeiro Luiz Fernando Pezão (MDB) foi condenado em primeira instância


  • 1º/06/2022, 21h04, Foto: Divulgação.

O TRF-2 anulou no início da tarde desta quarta-feira (1º) uma sentença do juiz federal Marcelo Bretas contra dois sócios da empreiteira JRO Pavimentação, alvos da Operação Boca de Lobo, que surgiu a partir da Lava Jato no Rio de Janeiro.

Luiz Alberto Gomes Gonçalves e Claudio Fernandes Vidal recorreram à segunda instância alegando que a sentença de Bretas usou um depoimento que não constava nos autos do processo. Um dos advogados da dupla, Alexandre Pontes, comemorou a decisão, uma das raras anulações de sentença no âmbito da Lava Jato. (Leia mais abaixo)

Nessa operação, ex-governador do Rio de Janeiro Luiz Fernando Pezão (MDB) foi condenado em primeira instância a 98 anos, 11 meses e 11 dias de prisão pelos crimes de corrupção passiva, corrupção ativa, organização criminosa e lavagem de dinheiro. A sentença foi expedida pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio, em processo aberto a partir das investigações da Operação Boca de Lobo, desdobramento da Lava Jato que levou o emedebista à cadeia em 2018.

Na sentença, o juiz apontou como agravante a conduta social ‘altamente reprovável’. “A culpabilidade é elevada, pois Luiz Fernando Pezão foi um dos principais agentes nos esquemas ilícitos perscrutados nestes autos e assim agiu valendo-se dos cargos de confiança em que ocupou no Governo Cabral, bem como da autoridade conquistada pelo apoio de vários milhões de votos que lhe foram confiados ao elegê-lo para vice-governador e governador. Mercantilizou a funções públicas obtidas meio da confiança que lhe foi depositada pelos cidadãos do Estado do Rio de Janeiro, razão pela qual a sua conduta deve ser valorada com maior rigor do que a de um corrupto qualquer”, escreveu Bretas.

*Com informações Veja



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