Operação policial termina com 4 mortos e funcionária ferida na Fiocruz

Polícia Civil afirmou que um funcionário da Fiocruz foi preso em flagrante. ‘Ele estava auxiliando na fuga de traficantes da comunidade’, declarou


  • 08/01/2025, 14h42, Foto: Divulgação.

Uma operação da Polícia Civil em Manguinhos na manhã desta quarta-feira (8) terminou em tiroteio dentro da Fundação Oswaldo Cruz. Segundo o delegado André Neves, 4 suspeitos foram mortos em confronto.

Com a troca de tiros, as avenidas Leopoldo Bulhões e Dom Hélder Câmara foram interditadas, e alguns disparos atingiram a vizinha Cidade da Polícia. (Leia mais abaixo)

Dez linhas de ônibus municipais tiveram seus itinerários desviados e um ônibus da linha 711 (Rio Comprido x Rocha Miranda) foi apedrejado, segundo a Rio Ônibus (veja abaixo a lista).

Já a Fiocruz afirmou que uma trabalhadora do campus foi atingida por estilhaços causados por uma bala perdida. A instituição divulgou uma nota em que afirma: “A ação da Polícia Civil dentro da Fiocruz coloca trabalhadores em risco.”

A Polícia Civil ainda disse que um funcionário da Fiocruz foi preso em flagrante. “Ele estava auxiliando na fuga de traficantes da comunidade.” A fundação rebateu, afirmando que era um vigilante do complexo.

Veja o que cada lado declarou sobre o incidente.

O que disse a Fiocruz “Agentes entraram descaracterizados e sem autorização no campus da Fiocruz (campus Manguinhos-Maré) para o que seria uma incursão na comunidade de Varginha”, descreveu. (Leia mais abaixo)

“Um projétil atingiu o vidro da sala de Automação, de Bio-Manguinhos, fábrica de vacinas da Fiocruz, e uma trabalhadora recebeu atendimento médico por conta dos estilhaços”, destacou.

“Um supervisor da empresa que presta serviços para a Gestão de Vigilância e Segurança Patrimonial da Fiocruz foi levado pelos policiais de forma arbitrária para a delegacia, algemado”, emendou. “O vigilante fazia o trabalho de desocupação e interdição da área como medida de segurança para os trabalhadores, alunos e demais frequentadores do campus, no momento da incursão policial, e foi acusado de dar cobertura a supostos criminosos que estariam em fuga”, declarou.

“Toda a ação da Polícia Civil ocorre de forma arbitrária, sem autorização ou comunicação com a instituição, colocando trabalhadores e alunos da Fiocruz em risco.”

O que disse a Polícia Civil “Policiais civis da Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas (DRFC), da 21ª DP (Bonsucesso) e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) realizam nesta quarta-feira uma ação da ‘Operação Torniquete’, na região do Complexo de Manguinhos, Zona Norte do Rio. Até o momento, houve apreensão de armas e drogas, e um funcionário da Fiocruz foi preso em flagrante. Ele estava auxiliando na fuga de traficantes da comunidade”, informou.

“O objetivo da operação é o combate aos roubos e receptação de cargas praticados pela facção criminosa que explora as comunidades. As receitas advindas desses crimes financiam as atividades das organizações, as disputas territoriais e ainda garantem pagamentos a familiares de faccionados, estejam eles detidos ou em liberdade.”“Durante as diligências, os agentes foram recebidos a tiros pelos criminosos e houve confronto”, destacou. (Leia mais abaixo)

Nota da Rio Ônibus "Devido a uma operação policial em Manguinhos, 10 linhas de ônibus municipais estão com seus itinerários desviados e um ônibus da linha 711 (Rio Comprido x Rocha Miranda) foi apedrejado. Mais uma vez reiteramos o apelo as autoridades de segurança pública, ressaltando a necessidade urgente de se tomar providências para devolver o direito de viver em paz da população carioca.

Linhas desviadas: 350 (Irajá x Castelo) 371 (Praça Seca x Praça Tiradentes) 624 (Mariópolis x Praça da República) 634 (Bananal x Saens Peña) 711 (Rocha Miranda x Rio Comprido) 696 (Praia do Dende x Meier) 298 (Acari x Castelo) 296 (Irajá x Castelo) 265 (Marechal Hermes x Castelo) SP 265 (Marechal Hermes x Term. Gentileza)"

Fonte: g1



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