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Atualizada às 13h15 - Policiais civis da 121ª DP (Casimiro de Abreu) deflagram, na manhã desta quinta-feira (02/12), a “Operação Cuprum” com o objetivo de desarticular uma organização criminosa especializada em furtos e receptação de fios de cobre. A ação visa a cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão nos municípios de Casimiro de Abreu, Rio das Ostras, Macaé e Campos dos Goytacazes.
De acordo com a polícia, foram identificados 10 membros da estrutura criminosa, sendo 7 prestadores de serviço e 3 donos de estabelecimentos comerciais que efetuam a receptação dos fios subtraídos, tendo o juízo expedido os mandados de prisão preventiva em desfavor dos identificados e também decretado 15 buscas e apreensões. Até o momento há 8 presos. As prisões se deram em Casimiro de Abreu, Rio das Ostras, Macaé, Cabo Frio e São Gonçalo. (Leia mais abaixo)
A operação acontece em decorrência de um inquérito de crimes contra o patrimônio investigado pela 121ª DP. Agentes do 6º Departamento de Polícia de Área (DPA – Norte Noroeste) e do 4º DPA (Região dos Lagos, Niterói e São Gonçalo) apoiam a ação.
A INVESTIGAÇÃO - A Prefeitura de Rio das Ostras lançou nota oficial que informou que houve interrupção dos serviços do Pronto Socorro e Resgate (192 e 0800-022-0638) devido ao furto de cabos na região, alertando, ainda, que outras unidades nas localidades de Cidade Praiana, Nova Cidade e mar do Norte também enfrentam problemas de comunicação em função dos delitos de furto.
Foi iniciada a investigação com o emprego de diligências que descortinaram a existência de um comércio lucrativo de compra e venda de cobre, material do qual são feitos os cabos subtraídos.
Pessoas voltadas para a prática de delitos buscam nas redes aéreas de transmissão de energia, sinal de telefone e/ou INTERNET, cabos robustos que possam proporcionar grande peso em cobre, assim cortam os cabos, interrompendo a transmissão, fato que vem causado grandes problemas a toda sociedade local, como também reiterados prejuízos para as concessionárias.
Os cabos, após retirados das redes aéreas, são queimados, assim o cobre é separado e vendido por quilo para estabelecimentos ferros velhos, que sabem da origem ilícita do bem, assim tal receptação é feita de maneira camuflada. (Leia mais abaixo)
Foram efetivadas oitivas de algumas pessoas que foram abordadas na conduta da subtração dos cabos, tendo as mesmas apresentado depoimentos uníssonos no sentido de indicar que ferros velhos efetivam a compra dos fios de cobre, de maneira camuflada, restando evidenciado que há uma estrutura criminosa que faz a receptação e acaba por fomentar a conduta de furtos.
Há a informação DE que os fios de cobre são retirados rapidamente dos ferro velhos, fato que impossibilitava haver um flagrante pela prática de receptação. Em tal atividade criminosa há participação de menores de idade, pois possuem maior destreza para cortar os fios aéreos.
As medidas adotadas pelas forças policiais não estavam surtindo efeito no sentido de fazer parar a atividade criminosa, pois só havia o combate à ponta problema, que é a ação do furtador, uma vez que mesmo preso em flagrante delito ou indiciado, não fica afastado do convívio junto a sociedade, por se tratar de delito sem violência, assim houve necessidade de se expor toda a cadeia criminosa, nominando cada membro da estrutura e sua função, em especial os financiadores dos delitos, motivo pleo qual foi utilizada a diligência extrema de interceptação telefônica.
Apurou-se que prestadores de serviço junto de concessionária de serviço público, de maneira contumaz, subtraem fios e cabos de cobre, sendo tal atividade ilícita um meio de complementação salarial e disseminada entre os prestadores de serviços, que se interagem na empreitada ilegal.
Dessa forma, tais prestadores furtam e fomentam tal delito, pois abastecem com robustos montantes de cobre os estabelecimentos ferros velhos que agem como financiadores da atividade criminosa. VEJA VÍDEO ABAIXO. (Leia mais abaixo)