Operação: Ministério Público e polícias procuram explosivos em Campos

Policiais do Bope, da Polícia Rodoviária Federal e cães farejadores da Guarda participam da operação


09/12/2016     12h37   |     Foto: Filipe Lemos/Campos 24 Horas 03e8d8b38b38ca1e57719c7af137ec4809122016123747_goperacao09 promotor-fabiano-rangelCom o objetivo de localizar dinamites usadas por uma quadrilha especializada em roubos a caixas eletrônicos, uma operação conjunta foi deflagrada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro(MPE/RJ), Polícia Rodoviária Federal(PRF) e Polícia Militar(PM), na manhã desta sexta-feira (09), no hipódromo do Jóquei Clube de Campos e em residências localizadas no bairro. A ação tem também a participação de  policiais de Ações com operacao092Cães(BAC) e Guarda Municipal de Casimiro de Abreu com cães farejadores e ainda  policias do Batalhão de Operações Policiais Especiais(bope). O promotor de Justiça Fabiano Rangel disse ao Campos 24 Horas que a operação se deu após informações de que no local teriam explosivos de um grupo criminoso responsável por operacao093assaltos a bancos e caixas eletrônicos em várias cidades da região Norte Fluminense e em Minas Gerais. "Considerando que havia a indicação de que essas bombas estariam aqui, foi montada a operação com toda a equipe", disse o promotor, acrescentando que o mais importante é o trabalho realizado para evitar que notícias como assaltos a bancos e atentados terroristas sejam divulgadas. Ressaltou ainda que não é apenas uma quadrilha, e sim uma organização criminosa que pode estar com uma base em Campos. O promotor Fabiano Rangel destacou também que há informações de que este grupo criminoso seja uma célula do grupo terrorista que foi preso três semanas antes das Olimpíadas do Rio, porém o plano traçado por eles foi desmantelado pela Polícia Federal(PF). RELEMBRE PF prende grupo que preparava atos de terrorismo na Olimpíada o099 o098 o096 o095 o094 o092 o0910 o091 o09A Polícia Federal prendeu no dia 21 de julho um grupo que preparava atos de terrorismo no Brasil em uma operação deflagrada a 15 dias da abertura da Olimpíada do Rio de Janeiro. Em entrevista coletiva, em Brasília, o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, informou que dez pessoas foram presas e outras duas estão sendo rastreadas. Dos dez, há a confirmação que um seja menor de idade. Foram expedidos 10 mandados de prisão temporária por 30 dias podendo ser prorrogados por mais 30, em 10 estados do país, incluindo São Paulo. O líder do grupo está preso no Paraná. O pedido foi feito pelo Ministério Público Federal de Curitiba e acatado pela 14ª Vara Federal da capital paranaense. “De simples comentários sobre o Estado Islâmico, eles passaram para atos preparatórios. A partir do momento em que passaram para atos preparatórios, foi feita prontamente a atuação do Governo Federal realizando simultaneamente as 10 prisões desses supostos terroristas, que se comunicavam pela internet”, informou o ministro da Justiça. "Dois dos presos já foram condenados e cumpriam pena por seis anos por homicídio”, acrescentou Alexandre de Moraes. Segundo o Ministério Público Federal de Curitiba, apesar dos indícios de atos preparatórios, não houve notícia de atos concretos à realização de ataque terrorista. "Eles só começaram atos preparatórios, não seria de bom senso aguardar para ver. O melhor seria decretar a prisão", afirmou Moraes. O MPF ressaltou, por meio de uma nota, que a custódia dos presos em presídio federal efetivará a prevenção de atuação terrorista pelo grupo em questão durante os Jogos Olímpicos. "As provas colhidas até o momento possibilitam o enquadramento dos investigados, no mínimo, nos tipos penais que estipulam promover ou integrar organização terrorista como crime", disse o procurador da República responsável pelo caso, Rafael Brum Miron.    



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