Campos 24 Horas – A Secretaria de Estado de Polícia Penal (Seppen) realiza, nesta quinta-feira (03/09), mais uma ação da Operação Illicitus, que visa ao enfrentamento permanente ao crime organizado no sistema prisional fluminense. A intensificação das revistas teve início em agosto e conta com atuação integrada das subsecretarias Operacional e de Inteligência, e da Corregedoria-Geral da instituição.
O objetivo é desarticular a comunicação entre faccionados presos e em liberdade, de forma a desestruturar a cadeia criminosa e as atividades ilícitas promovidas pelas facções. Além de celulares, a entrada e a circulação de outros itens proibidos também estão na mira da Seppen, como é o caso de entorpecentes. (Leia mais abaixo)
A Operação Illicitus tem como alvos permanentes os detentos e os visitantes, além de policiais penais que, porventura, estejam envolvidos em práticas ilegais, de modo a cometer e/ou facilitar atividades ilícitas no sistema prisional. A ação desta quinta visa às principais lideranças de uma facção criminosa, que está custodiada no Presídio Jonas Lopes de Carvalho (Bangu 4). Simultaneamente, ocorre fiscalização na Portaria Central do Complexo de Gericinó.
Desde o início de agosto, a Operação Illicitus já tirou de circulação 567 celulares dos presídios e cerca de oito quilos de drogas. Dos aparelhos de telefone apreendidos, 64 foram recolhidos em ação realizada na Cadeia Pública Paulo Roberto Rocha, na última segunda-feira (31/08). A unidade é localizada em Bangu e custodia integrantes de outra facção.
Neste mesmo período, mediante o controle rígido e o auxílio de tecnologia, como scanners corporais, 11 visitantes foram presos tentando ingressar com materiais proibidos em unidades prisionais. Dois policiais penais também foram flagrados.
Os resultados desta primeira fase da operação, em análise conjunta com fiscalizações anteriores, subsidiarão estudo técnico de diagnóstico para novas ações estratégicas, que serão realizadas de forma sistemática e inopinada.
A Seppen reconhece a importância dessas ações para o enfraquecimento do crime organizado, em prol da segurança da população, e ressalta o seu compromisso com a transparência pública, operando sob o controle da legalidade para garantir a ordem do sistema prisional fluminense. (Leia mais abaixo)
*Operação Illicitus* - O nome da operação vem do latim illicitus e significa "ilícito" ou "proibido", fazendo referência direta ao combate rigoroso contra as organizações criminosas e a entrada e circulação de materiais não permitidos nas unidades prisionais.