Operação contra o tráfico de drogas em Campos

Ação para prender 46 pessoas ligadas ao tráfico de drogas


  • 08/10/2019 | 09h57 | Foto: Divulgação.

A Polícia Civil deflagrou na manhã desta terça-feira uma operação para prender 46 pessoas ligadas ao tráfico de drogas da Comunidade Paula Ramos, no Rio Comprido, na Zona Norte do Rio. Além dos mandados de prisão — que estão sendo cumpridos em bairros da capital, no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, e nos municípios de Campos, Macaé, Maricá, Nova Friburgo, Rio Bonito e São Gonçalo — os policiais também cumprem 10 mandados de busca e apreensão em residências de traficantes. A ação partiu da Cidade da Polícia, no Jacarezinho, também na Zona Norte.

De acordo com a Polícia Civil, durante as investigações que duraram um ano, os policiais descobriram que nove traficantes — de dentro da cadeia — ordenavam crimes como: homicídios, tráfico de armas e drogas, roubo de cargas, cargas e de munições. O líder da quadrilha é Jardel Wanderson. Segundo do delegado Márcio Mendonça, 24 pessoas já foram presas. Durante a chegada da Polícia Civil, no Jardim Catarina, em São Gonçalo, os agentes trocaram tiros com criminosos. Dois blindados ajudam na ação. (Leia mais abaixo)

A Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), que ajuda na operação, informa que estão sendo cumpridos diversos mandados de prisão, novamente, compra presos que já estavam detidos. Segundo a pasta, as vistorias estão sendo feitas na ala de presos da maior facção criminosa do Rio. Ao todo, são 12 alvos. Os agentes estão: nas Cadeias Públicas Gabriel Ferreira Castilho (4 alvos); Vicente Piragibe (3 alvos); Serrano Neves (2 alvos); Pedro Mello (1 alvo) e Paulo Roberto Rocha (1 alvo). Um mandado de prisão na Cadeia de Campos já foi cumprido. Segundo fontes da Seap, participaram da ação a Subsecretaria Operacional da pasta e coordenadores de todos os presídios envolvidos.

Cadeia S/A Segundo a Polícia Civil, os criminosos montaram uma espécie de empresa do crime dentro do Complexo de Gericinó, em Bangu. De lá os traficantes passavam sias ordens. Por isso, o nome da operação Cadeia S/A.

Um dos presos na operação é Jonathan de Souza Marinho, o Nenzinho. O homem, que segundo a polícia é traficante de São Gonçalo, foi preso no bairro Jardim Catarina. Ele já tinha sido preso antes e estava respondendo em liberdade com uma tornozeleira eletrônica. O homem havia arrancado o equipamento, que foi encontrado na casa da tia.

Segundo o delegado Márcio Mendonça, 24 pessoas já foram presas. O mandado de prisão na Cadeia de Campos já foi cumprido. Segundo fontes da Seap, participaram da ação a Subsecretaria Operacional da pasta e coordenadores de todos os presídios envolvidos.

Entre os alvos da operação da 44ª DP (Inhaúma), está o traficante Jardel Wanderson de Oliveira Vilas Boas, o J. Ele foi condenado a 34 anos e quatro meses de prisão pelos crimes de latrocínio, associação criminosa armada e corrupção de menores. (Leia mais abaixo)

Segundo a Justiça, ele foi o autor dos tiros que matou a empresária Maria Cristina Bittencourt Mascarenhas, de 56 anos, dona do restaurante Guimas, na Gávea, na Zona Sul do Rio. O crime aconteceu em 17 de julho de 2014 na Praça Santos Dumont, a 150 metros do restaurante.

Além de Jardel, que a polícia cumpre o mandando de prisão na cadeia, os policiais buscam por Leandro Pires dos Santos, o Peixe.

De acordo com as investigações, o homem é apontado como o responsável por roubar e clonar veículos e, em seguida, revender os automóveis clonados. Para a Polícia Civil, o dinheiro era usado na compra de armas, munições e drogas para a quadrilha.

Os agentes também buscam por Jamildo Rocha, que faz parte do grupo e atua em Lagomar, em Macaé. Rocha, além de manter contato com criminosos de São Gonçalo, é o responsável pelo tráfico de drogas no nordeste do estado. Em 2012 ele foi alvo da Operação Colorado, da Polícia Federal e Gaeco, que visava combater o tráfico de drogas.

Quadrilha bem organizada Durante as investigações, a Polícia Civil descobriu que há uma hierarquia dentro da quadrilha. Os agentes identificaram o gosto dos traficantes pela clonagem de carro. (Leia mais abaixo)

Para a Polícia Civil, Alexandre Luciano de Oliveira da Conceição, o Bebezão, era o responsável pela compra de veículos roubados.

Em seguida, os carros seguiam para as mãos de Carlos Eduardo Paltrieri, o Coroa, que tinha a incumbência de avaliá-los, clona-los, fazer a alienação, a adulteração e logo em seguida divulgá-los e vendê-los em sites de vendas.

Já Antônio Pedro Balbino, o Perereca, era o homem que guardava e transportava os carros para a venda ou uso de Leandro Pires dos Santos, o Peixe.

Investigadores da polícia identificaram que a quadrilha tinha facilidades para adquirir documentos e placas fraudadas do Detran-RJ.

Fonte: Extra (Leia mais abaixo)



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