O médico Admardo Henriques Tavares, de 70 anos, e servidora previdenciária Nelma Lopes Sales, que foram presos na Operação Cardiopatas foram soltos nesta quarta-feira (13), após um habeas corpus concedido pelo desembargador federal no Tribunal Regional Federal da 2ª Região, Ivan Athié. A informação foi confirmada pelo advogado Glaidemir Resende ao Campos 24 Horas. (VEJA VÍDEO ACIMA)
Médico Evaldo Cretton consegue habeas corpus
O médico Evaldo Cretton, citado na Operação Cardiopata, desencadeada pela Polícia Federal na semana passada e que investiga supostas fraudes contra o INSS, obteve nesta segunda-feira (11), no Tribunal Regional Federal (TRF) da 2ª Região, no Rio, um habeas corpus e responderá o processo em liberdade. Ainda na semana passada, o médico, que estava viajando de férias com a família e não se encontrava em Campos no dia em que a operação foi deflagrada, teve contra ele um mandado de prisão preventiva, a partir de agora suspenso por força do habeas corpus. (Leia mais abaixo)
O habeas corpus do médico Evaldo Cretton foi obtido pelos advogados João Paulo Granja e Jefferson Cretton, irmão do médico. Jefferson declarou que “o Estado de Direito voltou a prevalecer”.
Três médicos campistas foram presos dentro da Operação Cardiopatas, deflagrada pela Polícia Federal, nesta sexta-feira(8), em Campos e região: Renato Rabelo Amoy (cardiologista), Jairo Rodrigues Perissé (ortopedista) e Admardo Henriques Tavares, dono de uma clínica na Pelinca e que foi candidato a vereador nas últimas eleições em Campos, um dos alvos da operação. Todos são acusados de fraudes na Previdência Social. Eles foram levados ao Instituto Médico Legal (IML) de Campos para exame de corpo de delito e depois encaminhados para a unidade prisional. A Polícia Federal informou que “os investigados responderão pelos crimes de estelionato previdenciário, corrupção passiva e ativa, peculato e violação de sigilo funcional”, disse a PF.
Entre os envolvidos no esquema, 34 foram conduzidos à sede da Polícia Federal em Campos e um para Macaé. Destes, 15 estão presos, sendo oito intermediários, quatro técnicos do seguro social, dois médicos peritos e um médico particular. Diversos beneficiários foram conduzidos coercitivamente à sede da Polícia Federal. Eles foram ouvidos e liberados. O delegado federal Vinícius Venturini, que está à frente da Operação Cardiopatas, explicou que o inquérito é de 2013, mas a investigação foi intensificada nos últimos oito meses. Os policiais analisaram inquéritos de fraudes previdenciárias isoladas que seguiam o mesmo modus operandi (modo de operação), caracterizando a atuação de uma quadrilha.